Saber-Literário

Diário Literário Online

Major Dórea
R. Santana

O ano deve ter sido 1964 ou 1965, não me recordo à data precisa, naquela época, eu não passava de um rapazote sem ideologia política, a minha única ideologia era a ideologia da sobrevivência. Lembro-me que foi após o Golpe de Estado de 1964, que encerrou o governo popular de João Belchior Goulart, popularmente, “Jango” e, estabeleceu-se o regime militar no país que ocorreu essa história burlesca e hilária que contarei a seguir.
O “Bar de Pedro” era o point principal do Bairro São Caetano.  Ali, os moradores tinham o seu lugar de prazer e diversão dia e noite, pois além de bar de jogos de sinucas, de dominós e de baralhos, havia um arremedo de lanchonete com sorveteria. A freguesia era enorme, gente simples, cordata, conhecida, não obstante recinto de jogos e bebidas, a polícia e a justiça não tiveram trabalho durante anos que o “Bar de Pedro” foi o principal point do São Caetano.
Dentre esses fregueses, “José Pedreiro” (só se conhecia o prenome e o apodo, o nome e o sobrenome nunca se soube). José Pedreiro gabava-se ter sido soldado da FEB (Força Expedicionária Brasileira), e lutou nos campos da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, além de ter participado da vitória de Monte Castelo.
Não se levava a sério José Pedreiro, todos achavam que suas histórias não passavam de apego doentio pelo exército brasileiro, contos da carochinha, um aficionado, principalmente, a influência recente do Golpe Militar de 64, e suas histórias da FEB na tália serem contadas quando ele já tinha tomado alguns goles de água que passarinho não bebe.  
Uma molecada divertida frequentava o “Bar de Pedro” com assiduidade e fidelidade, notadamente, estudantes do CEI (Colégio Estadual de Itabuna), às vezes, pra jogar sinuca, outras vezes, pra lanchar, chupar picolé, tomar sorvete, contar suas últimas conquistas amorosas, gozar do colega que não tinha ido bem à prova da escola, jogar conversa fora, tudo era motivo de gozação e brincadeira.   
Foi essa molecada que criou um imbróglio institucional que, por pouco, não é chamado o SNI ou DOI – CODI pra apurar uma denúncia de José Pedreiro, mas a denúncia foi parar em major Dórea, brioso oficial do exército que trabalhava em Ilhéus e morava em Itabuna, é que a molecada havia rasgado uma bandeira (não oficial) do Brasil, colada na vitrine do balcão de doces e massas do “Bar de Pedro”. A molecada, com a conivência do proprietário do bar, provocou José Pedreiro e rasgou a bandeira de papel para lhe irritar, pois estávamos na semana da pátria e o ato era, conforme seu entendimento, um desrespeito à pátria ao governo e coisa de comunista.
Dois dias depois, quando ninguém se lembrava mais da brincadeira, pára uma Aero Willys reluzente na porta do bar com um homem fardado verde oliva e José Pedreiro, todos perceberam a embrulhada: ele tinha ameaçado e cumprido a promessa de denúncia, e o pior: os restos da bandeira brasileira ainda se achavam colados na vitrine. Todos ficaram assustados...
Os dois homens desceram do automóvel e, eles caminharam em direção ao bar, José Pedreiro um pouco atrás, de paletó e gravata, noutra situação, a molecada o teria ridicularizado de tanto rir, mas naquele momento ninguém riu. O major que o conhecia de “eu ouvi dizer e fama ”, ia à frente, de estatura normal, um pouco obeso, não tinha a aura de um Napoleão quando derrotou os Austríacos e assinou o “Tratado de Campo Formio” nem o porte do general cartaginês Aníbal nem do intelectual Júlio César que transformou a República Romana em Império Romano, se não fosse o peso da farda, não passaria, naquele momento, de uma figura de somenos importância e caricata.
Os moleques deram “pernas pra que te quero?...”, o dono do bar, Pedro Batista de Santana, vulgo “Pedro do Bar”, sergipano intrépido, arretado, afeito às situações mais difíceis da vida, desde que migrou de Sergipe e comeu o pão que o “Diabo amassou” em Maria Jape de Ilhéus, apresentou-se ao major Dórea como proprietário do estabelecimento. Depois que o major bufou e ameaçou todos os presentes com prisão e processo, que aquilo era prática comunista, Pedro com segurança e raciocínio perfeitos, argumentou que ali ninguém tinha ideologia política, que os moleques muito menos, que todos estavam satisfeitos com o governo, que tudo não tinha passado de uma brincadeira pra irritar José Pedreiro que bebia mais que trabalhava, que o denunciante tinha um “parafuso a menos na cabeça”, etc., etc.
Felizmente, o major Dórea reconheceu o ridículo que o “dedo duro” fê-lo passar e “rabo entre as pernas” entrou no carro e voltou para sua tropa e seu quartel, porém, para que sua autoridade não fosse maculada, burlesca, enxovalhada, que sua ida ali tomasse ares de ofício e inteligência, exigiu:
- Seu Pedro, cole outra bandeira do mesmo padrão na vitrine e distribua uma grosa entre os estudantes no dia 7 de Setembro! – quando ele ia longe, um moleque do sinuca brincou:
- Isso é quê? Grosa se come?
- Sei lá, peste!...






Autoria: Rilvan Batista de Santana

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ALGUNS PREFEREM A LAMA - João Batista de Paula

O amor e a beleza vêm de Deus.

 Alguns preferem a lama, o lodo, o escorregadio, por acharem inusitado e emocionante. Quando devemos é buscar o equilíbrio das coisas, pisar firme, sair de cima do muro e das indecisões.

 Faz bem andar em caminhos retos, sem muitas curvas, obstáculos, buracos e perigos. A busca da perfeição, o bom exemplo, o avançar com ração e equilíbrio deve ser o papel de todo pensador, objetivando colocar em pratica o amor e as boas virtudes.

O conceito de certo e errado vem de muito longe, bem como a ordem, o respeito e a hierarquia, a paz e o bem. Existem valores em sociedade, valores morais, materiais e espirituais, que devemos observar para podemos seguir em frente e construir um mundo de paz, bem e belo.

Alguns preferem a lama, o lodo, o lado obscuro, a imperfeição. Preferem acreditar que tudo é normal, que tudo vale a pena, que a trapaça, a mentira, o medo, a vingança, o desrespeito, a desvalorização, a arrogância e o poder vogam mais do que o amor e o viver bem com segurança, com a boa educação, bons amigos e boas realizações pequenas, médias ou grandes.

Alguns preferem portas largas... Alguns preferem o dinheiro fácil.. Alguns preferem viver na lama e no lodo.

Alguns preferem a doença, a pobreza e o conflito. Alguns preferem a ilusão do que viver com um pedaço de pão e um pouco de vinho.

 A decisão é toda sua!

Volto a repetir o que diz uma mensagem bíblica: “Melhor um pouco com segurança do que uma casa com festim e discórdia”.

Vamos abraçar a sinceridade, o amor, o respeito, a gratidão, o compartilhamento, a verdade, a vida pautada no que agrada a Deus e ao nosso coração sem ofender os demais irmãos.

É possível viver a margem do caminho, acreditando em dias melhores, abraçando causas nobres, lutando e almejando por dias de gloria e paz.

 Faz bem ser do bem. Faz bem espalhar o amor e o acolhimento. Faz bem querer os porcos e os diamantes, sem ter que viver no lodo e na lama, porque toda beleza vem de Deus.

Fique do lado de quem ama e gosta, veja como o dia fica muito mais feliz, sem morrer, sem sofrer, sem muito se abater, sem gerar sofrimentos e decepções.

Alguns preferem Deus... Preferem a Boa Vida. Preferem o amor.


 Você e os outros - Francisco Cândido Xavier.


Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre de falsas situações, à frente do mundo.

A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.

Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.

Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.

Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.

Não crie exceções na gentileza, para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.

Não deixe meses, sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, como quem lhe ignora os sofrimentos.

Não condiciones as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes, que possam mostrar.

Não se escravize a títulos convencionais nem amplie as exigências da sua posição em sociedade.

Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.

Trave conhecimento com os vizinhos, sem solenidade e sem propósito de superioridade.

Faça amizades desinteressadamente.

Aceite o favor espontâneo e preste serviço, também sem pensar em remuneração. Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.

Saiba viver com todos, para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio. Quem se encastela na própria personalidade é assim como o poço de água parada, que envenena a si mesmo.

Seja comunicativo.

Sorria à criança.

Cumprimente o velhinho.

Converse com o doente.

Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas e a felicidade, que você fizer para os outros, será luz da felicidade sempre maior, brilhando em seu caminho.

 Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre de falsas situações, à frente do mundo.

A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.

Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.

Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.

Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.

Não crie exceções na gentileza, para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.

Não deixe meses, sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, como quem lhe ignora os sofrimentos.

Não condiciones as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes, que possam mostrar.

Não se escravize a títulos convencionais nem amplie as exigências da sua posição em sociedade.

Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.

Trave conhecimento com os vizinhos, sem solenidade e sem propósito de superioridade.

Faça amizades desinteressadamente.

Aceite o favor espontâneo e preste serviço, também sem pensar em remuneração. Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.

Saiba viver com todos, para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio. Quem se encastela na própria personalidade é assim como o poço de água parada, que envenena a si mesmo.

Seja comunicativo.

Sorria à criança.

Cumprimente o velhinho.

Converse com o doente.

Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas e a felicidade, que você fizer para os outros, será luz da felicidade sempre maior, brilhando em seu caminho.

 Fonte:

Francisco Cândido Xavier / obra: Apostilas da Vida.

Apologia de Mateus
R. Santana

Hoje, acordei tomado de dor no coração e na alma, não de dor física, mas de dor moral com autoestima no chão. Quero deixar de beber e não consigo... O delirium tremens toma conta de minhas mãos, é assim todas as vezes que deixo de beber, mesmo que seja por um dia, o remédio é tomar uma ou duas talagadas, aí me sinto outro homem. Eu decidi que doravante não irei mais beber, cheguei ao fundo do poço, daqui sairei sem vida, mas quero deixar de viver, sóbrio, consciente, não quero responsabilizar ninguém pelo ato tresloucado que penso tomar, nem usar o pretexto da bebida para justificar o meu fim.
Fui casado com Telma 35 anos, há 5 anos deixei-lhe sozinha com o apartamento, casa de praia, carro e mais da metade da minha aposentadoria. Não lhe culpo de minha desgraça, não é fácil conviver com alguém que faz do vício sua razão de viver, além do bafo permanente de bebida e crises de agressão por motivo fútil ou nenhum motivo. Telma é uma santa mulher, foi compreensiva e resignada todo esse tempo, ela não me deixou, eu que a deixei pra não vê-la mais sofrer, sem fanfarrice, deixei-a por amor aos cuidados dos filhos e desapareci... Hoje, moro numa velha quitinete alugada que há anos clama por reforma.
Não me queixo de Telma, mas me queixo dos filhos. A filha mais nova deixou o armário e mora com “sapatão” em Dom Avelar, periferia de Salvador. Não sei que fazem pra sobreviver, acho que montaram um prostíbulo do gênero homem com homem e mulher com mulher. O meu filho mais velho é um cabrão...  Não sei se seus filhos são meus netos naturais ou meus netos emprestados. Embora meu filho seja trabalhador, responsável, profissional de sucesso, é um marido banana, um frouxo, mulher e filhos fazem-no peteca!...
Porém, nos raros momentos de sobriedade, quando o pensamento me empurra para autocrítica, culpo a mim as falhas de caráter dos meus filhos, pois lhes dei escolas de primeira, aprendizado de piano, práticas de esporte, tudo lhes dei, menos exemplo de pai. Desde que deixei sua mãe, também lhes deixei... Se as circunstâncias da vida levam-me encontrá-los, fujo deles como o Diabo foge da cruz. Não quero mais vê-los, desejo-lhes que sejam felizes e compreendam que quis ser um bom pai, mas fui derrotado pelo vício e não quero meu retrato de alcoólatra pendurado em suas mentes depois que me for para sempre, alguns resquícios de dignidade e orgulho ainda restam em mim.
Casamos muito jovens, Telma é 2 anos mais nova, portanto, tenho 60 anos de idade, ela tem 58 anos de vida. Ela é uma mulher honesta, sempre viveu para o lar e filhos, não bebe e não fuma, é vaidosa, nos áureos tempos, renovava o guarda roupa o tempo todo, não tem vício, seu hobby é acompanhar a vida dos artistas e não desgrudar da principal novela da noite. Somos diferentes nos gostos: não gosto de novela, televisão só canal de esporte, em particular, o futebol. Acostumei-me com a rua, quando trabalhava, voltava pra casa no horário de dormir e finais de semana programava saída com os colegas de trabalho, eles não me faltavam em boates e barzinhos.
Fui adúltero todo esse tempo de casado com Telma, não por querer, mas empurrado pelas circunstâncias: minha mulher se negava me acompanhar nos compromissos sociais e no divertimento, então, buscava na rua o que não encontrava em casa. Eu sei que não lhe fui fiel, todavia, não existe nada pior do que um sujeito frívolo e sociável, casado com uma pessoa misantropa, antissocial.  Às vezes, a infidelidade nascia na mesa dum barzinho, duma festa, sem nada programado a priori, sem relação afetiva, sem amor, mas puro desejo animal de cruzar a fêmea, o sexo pelo sexo.
Festeiro contumaz, biriteiro social, Fred Astaire do interior, sempre fiz sucesso com as mulheres, curtia o momento... Depois da boate não mais encontrava a minha consorte por uma noite, jamais deixei que uma doudivana atrapalhasse o meu casamento com provocações e insinuações. Telma sempre foi preservada desse desgosto.  Ela sabia que depois do trabalho, eu ia pintar e bordar nas casas noturnas e bares, bebendo e me divertindo, mas que tudo ficava para trás quando eu atravessava a soleira da porta de volta pra casa.
Mais do que amar minha ex-mulher, eu me preocupava com sua dependência, ela não tem profissão, nunca trabalhou fora, não sabe fazer uma feira, não tem iniciativa numa situação limite, eu que tinha de providenciar as coisas mais simples, por isto, não lhe deixei antes por pena e o fiz depois de filhos adultos e arrumados. 
            Nunca pensei que o meu fim fosse o ostracismo depois de trabalhar mais de 35 anos num grande banco privado e ter constituído uma família em princípio estruturada.  Eu jamais me iludi quanto à aposentadoria do ponto de vista de salário, depois de 5 anos, o salário já havia achatado mais de 5 %, mas enganei-me em relação às amizades dos ex-colegas, recorri a muitos em vão... Gente que ajudei e continuava na ativa, deu-me as costas!...
            Por isso, resolvi suicidar-me. Sei que ninguém tem esse direito de dispor desse dom que Deus lhe deu, mas a vida para mim não tem mais sentido. Hoje, com 60 anos de idade, longe da mulher e filhos, sem amigos, longe de parentes, doente, escravo da bebida, não vejo outra saída para me libertar. Já havia pensado no suicídio outras vezes, todavia, alimentava sempre um fio de esperança que a vida me desse outro rumo. Esforcei-me, procurei ajuda de profissionais da área, participei de algumas sessões do AA em Salvador, mas terminei por desistir, a dependência da bebida era maior do que a minha fraca vontade.
            Nunca fui muito de igreja (não tinha tempo), não sei se existe vida depois da morte na reencarnação ou na ressurreição ou na metempsicose de Platão... Acho que a fé é uma semente que não cresce no coração dos incrédulos, nunca liguei pra essas concepções religiosas nem para esses preceitos filosóficos, para mim, acho que temos somente uma vida e temos que aproveitá-la ao máximo enquanto vale a pena e o fiz, agora, a minha vida é sofrimento e dor.
            Hoje, acordei mais cedo do que de costume, aliás, não preguei os olhos pensando no meu desfecho... Já havia preparado uma dose cavalar de estricnina e colocado na geladeira para tomar no dia seguinte, tempo para fundamentar minha decisão nesta apologia, mas às 11:00 horas, Judite, uma simpática senhora que o tempo não apagou sua beleza, moradora do andar de cima, bateu insistente em minha porta, pensei fazer ouvidos moucos, levei segundos infinitos antes de abrir a porta,  depois cedi, ela nunca havia me ocupado, pensei: “será a minha última boa ação”, fui ao seu encontro:
            - Algum problema dona Judite?
            - Não, é que o senhor é o único madrugador do prédio, vim ver se algo lhe tinha ocorrido... – estendeu-me a Bíblia já aberta e fiquei perplexo quando li:
"Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês. Tomem sobre o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". (Mateus 11:28-30).

            Coincidência ou ação da Providência?...


Autor: Rilvan Batista de Santana
Licença: Creative Commons




 


Fonte: Facebook

O Professor de Psicologia e o Aluno Espertinho

Certo dia, um professor universitário de Psicologia estava saudando sua primeira turma na faculdade.
Ele se levantou na frente da classe e disse: "Se alguém aqui pensa ser burro ou incapacitado de aprender algo, por favor, levante-se".
Depois de um minuto de silêncio ou mais, um jovem se levantou.
 "Olá, bom dia. Então, você realmente acha que você é um idiota incapaz de aprender?", perguntou o professor.

O garoto respondeu: "Não, senhor, eu simplesmente não queria vê-lo de pé aí sozinho".



Fonte: 

Romance histórico 'La Casa Amarilla' busca interação crítica do leitor

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Iara Ladvig Budelon nasceu em 1965 em Porto Alegre (RS). Aos 16 anos escreveu o primeiro romance “Areias Escaldantes”, não publicado. Na escola de Ensino Fundamental Visconde de Pelotas participou de concursos literários promovidos pelo Grêmio Estudantil, onde foi incentivada pela orientadora educacional Vânia Mendes e a professora de língua portuguesa Maria Teresinha Sentinger.

Em 1982, participou deconcurso literário promovido pela LBA/Sul Brasileiro, no Ano Nacional do Idoso na categoria conto, obtendo menção honrosa. Graduada em Serviço Social (1994), com extensão em Gestão do Desenvolvimento Humano pela ULBRA-RS, trabalhou na Gestão de projetos governamentais em prefeituras do interior. Graduanda em Direito, blogueira e escritora freelance, Iaraescreve emtodos os gêneros: poesia, crônica, contos, romance e artigos de opinião. É autora do livro “Nós Desfeitos de Nós – Desafios”, no gênero autoajuda, em 2011 pela Editora Alcance.

“Por se tratar de um romance histórico, equilibrar na ficção a verossimilhança com a historiografia, criando um espaço de diálogo coeso entre realidade ficcional e empírica, buscando e despertando a interação crítica do leitor.”

Boa Leitura!



Escritora Iara Ladvig Budelon, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a inspirou a escrever o romance “La Casa Amarilla”?

Iara Budelon - Primeiramente, agradeço a oportunidade de participação e divulgação do meu livro. A inspiração para escrever o romance “La Casa Amarilla” se deve a sonhos recorrentes entre a fase da adolescência e a idade adulta. Costumava sonhar com uma casa amarela, me sentindo íntima daquele ambiente, como se realmente morasse ali. O sonho gerava um déjà vu. Um dia, ouvindo a trilha sonora de Gypsy King, tive vontade de escrever um romance, e a casa amarela seria o cenário perfeito, envolvendo descendentes de espanhóis, um amor quase impossível pelos ditames morais impostos à época, uma mulher forte e destemida lutando para sobreviver em tempos difíceis marcados pelo jugo do coronelismo, a cultura machista segregadora de direitos, ganância e preconceitos de gênero, raça e social, revelando aspectos desumanos da história da humanidade;aspectos esses, que se prolongam no tempo, com uma acuidade deficitária da percepção do outro. Iniciei a escrever o romance em 2010, e terminei em 2011, quando fiz o registro da obra no Escritório de Direitos Autorais – EDA. Na época, encaminhei em arquivo Word para algumas editoras em São Paulo, para fins de avaliação da obra. Somente esse ano foi possível a publicação.



Como foi a escolha do título?

Iara Budelon - O título surgiu em decorrência do sonho com a casa amarela, ambientando o enredo em torno dela.



Apresente-nos a obra.

Iara Budelon - O romance histórico é ambientado em 1927, na cidade fictícia de Pinedos. Uma família de descendentes espanhóis, os Saavedra, é dizimada por doenças mortais, restando apenas mãe e filho, Teresa e Alejandro.Com pouco dinheiro e muitos hectares de terras férteis, recomeçam praticamente do zero. Com a escassez de recursos, reconstroem o casario amarelo, bastante desgastado pelas ações do tempo, e investem na cultura do café.

Em um passeio pela cidade, Teresa conheceu o vizinho lindeiro. E após anos de viuvez, entregou-se a uma paixão, entre uma série de encontros e desencontros amorosos. O bucólico se manifesta em cenas inquietantes, ou mesmo mornas, instigando o leitor a um quebra-cabeça de indagações.

Teresa, soberana em suas decisões, tornou-se a própria vilã ao entregar-se ao claustro dos ditames morais da época.



Quais os principais personagens que compõem a trama?

Iara Budelon -Teresa, protagonista; Esteban, fazendeiro de origem hispânica e lindeiro de Teresa; e Antônio, administrador da Fazenda Saavedra.



Quais os principais desafios para escrita do romance?

Iara Budelon - Por se tratar de um romance histórico, equilibrar na ficção a verossimilhança com a historiografia, criando um espaço de diálogo coeso entre realidade ficcional e empírica, buscando e despertando a interação crítica do leitor.



Qual o momento que mais a marcou enquanto escrevia “La Casa Amarilla”?

Iara Budelon - O final da história foi um momento, especialmente, emocionante. Faz pensar que vale a pena lutar pelo que acreditamos, sejam crenças, valores e cultura,quando alguns personagens tinham “insight”, contornando situações adversas por meiode uma atitude significativa.



O que mais a encanta nesta obra literária?

Iara Budelon - O contraste de força e doçura da mulher, em uma quebradebraço com as chagas da alma pelas desumanidades, as quais ganham espaço nas mídias cotidianas.

 A proposta de vislumbre crítico, sempre atual, da incansável batalha da mulher pelo espaço na sociedade, conquistando respeito e reconhecimento no desempenho de seus diversos papéis.A imposição, ferrenha e atemporal, das questões sociais, de gênero e racial, abraçadas culturalmente por ideias errôneas.



Onde podemos comprar seu livro?

Iara Budelon -http://wwlivros.com.br/1056560/la-casa-amarilla

http://www.editorametamorfose.com.br/livro.php?pid=1056560

https://www.amazon.com.br/dp/8593384102

http://www.espacocultural.com/



Quais os seus principais objetivos como escritora?

Iara Budelon - Continuamente, aprimorar a qualidade da escrita; transpor para a ficção fatos reais, instigando o leitor a repensar as questões sociais ligadas ao preconceito social, gênero e raça, oportunizando um espaço à construção crítica da realidade com vistas a mudanças; e desconstruir a imagem de subalternidade relegada à mulher em relação ao homem, desfazendo o conceito cultural démodé para um “novo pensar”.



Você pensa em publicar novos livros?

Iara Budelon - Sim. Os stand by engavetados, registrados no EDA.E aqueles que futuramente pretendo escrever.



Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Iara Ladvig Budelon. Agradecemos sua participação na Revista Internacional Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Iara Budelon - Sempre é tempo de recomeçar. Fazer algo por si e pelos outros, construindo pontes para dias melhores por meiodas atitudes. Isso depende, unicamente, de cada um de nós.Faz-se o tempo.



Blog da autora:

Iara Ladvig Budelon (http://nosdesfeitosdenos.blogspot.com.br/)



Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura

https://www.facebook.com/Divulga Escritor


Contato: divulga@divulgaescritor.com

O meu quarto e último emprego


          Era ao tempo eu que decorreram estes acontecimentos, Cândido Correia da Silva, negociante e possuidor de alguns haveres. Conhecia-me dos tempos de Conceição do Saco, onde tivera ele pequeno negócio.

            Resolveu mudar o seu negócio para a Rua da Lama, hoje, “doutor Seabra”, para a casa em cujo local hoje está a Farmácia Carvalho. Estava a casa pronta, só faltava a pintura. Pedi-lhe o seu consentimento para que trabalhasse como ajudante de pintor. Consentiu.

            Terminada a pintura, convidou-me para ser empregado. Aceito como uma dádiva do céu, o convite. Era seu empregado e gerente, o seu filho Thadeu, já falecido.

            Não me marcou ordenado, e eu fazia as refeições em casa de sua família. O tempo que ali passei,  não me recordo, não chegou, porém, a um ano.

            Há dias que vinha notando no meu patrão, modos grosseiros comigo, receios e desconfiança.

            Eu morava na república dos pedreiros, onde eles, aos sábados, faziam bailes, para os quais eram convidados as mundanas e rapazes desocupados. Eu também tomava parte nestas festas, pois lá morava.

            Acho e julgo que por esse motivo, gerou-se o espírito do homem, a ideia de que eu estava lhe prejudicando, ou roubando a sua casa, e começou a desconfiar de mim e por à prova a minha honestidade.

            Um dia, pela manhã, ele, acompanhado de diversas pessoas, antes de abrir o comércio, penetrou na república onde eu residia, chamou-me, e, na vista de todos os presentes e dos companheiros de morada, abriu minha velha mala, remexeu a pouca roupa que tinha (molambos e uma coberta de três contos, já usada) sem nada, graças a Deus, encontrar.

            Ficou contrariado por não ter dado resultado satisfatório a sua infeliz diligência e disse-me grosseiramente:

            - Não vá me dar um tiro na tocaia, não.

            Coitado de mim e coitado dele. Sofri imensamente. Sofri amargamente. Não sei como não sucumbi de dor e de vergonha. Santo Jesus! Quanto mais se eu fosse culpado...

            Quedei-me preso de forte depressão nervosa, com vergonha de tudo e de todos. Tinha medo da própria casa. Não podia suportar o olhar de pessoa alguma, parecia que todos me culpavam. Não sei como não tentei contra a existência. Deus é muito bom e não consentiu que eu pensasse em tal.

            Envergonhado, sucumbido, acabrunhado, resolvi ir embora. É verdade que a minha consciência estava livre, e que ninguém encontrou na minha mala nada alheio. Saí-me bem da terrível prova. Porém ficava a desfeita, a vergonha e os comentários gratuitos e levianos.

            Disposto a ir para São Paulo, saí à noite, às ocultas, com vergonha do mundo e temendo a maldade humana, para Água Branca e para a casa de Domingos Silva, meu amigo e meu inquilino, que me acolheu carinhosamente, dando-me guarida, comida, dormida e conforto moral ao meu sequioso espírito, encorajando-me para a luta e para enfrentar a vida.

            Foi-me um grande consolo e apoio moral.

           Devo aqui consignar que, da casa de palhas, a cozinha já estava coberta de telhas e que Domingos Silva, sócio de José Kruschewsky, nela era estabelecido,  com molhados e compra de cacau.

            Encorajado e resoluto, voltei para Tabocas mais animado.

            O velho Domingos Lopes (cujo nome é dado a uma das ruas de Itabuna), era estabelecido onde está hoje a casa dos meus, com negócios de importação de fumo, toucinho e feijão, de  Teófilo Otoni, Minas. Tendo sabido da injustiça por mim sofrida chamou-me a casa e paternalmente, santamente, disse-me:

            - Coragem, rapaz, calma, e atente bem, com destemor, resignação e economia, vencem-se as maiores dificuldades da vida.

          Isso me disse com um meigo sorriso.

            - Não vá a São Paulo, fique aqui. Venda a sua casinha e bote uma “cachacinha” (um pequeno negócio).

            Fez-me imenso bem o seu conselho, foi como se um bálsamo, ou como um fluido magnético me envolvesse. Tremi, chorei e, confortado, aceitei o seu conselho santo, justo e caridoso.

            Ele fora apenas o portador da mensagem de Jesus e Nossa Senhora do Rosário, e dos meus guias, que me falaram pela boca de Domingos.

            Belo caráter, austero, nobre, justiceiro, probo e, sobretudo bom.

            Deus, lá de cima onde está o velho Lopes, lhe pague o bem que me fez cujos conselhos decidiram, de todo, o meu futuro e a minha existência. Deus ilumine e guie o seu nobre espírito.

            Também agradeço a Deus a dor purificadora, a mágoa que me causou a ignorância do meu patrão. Sem ela, sem o seu estímulo, talvez eu não tivesse despertado para o cumprimento da minha missão aqui na terra.

            Deus é muito bom. Deus lhe perdoe como eu há muito lhe perdoei e do fundo, do íntimo do meu ser, lhe perdoo o mal que me fez que sem ele eu não seria nada na terra; sua maldade é que me despertou para enfrentar a vida, com alegria e coragem.

Francisco Benício dos Santos



Fonte:
MEMÓRIAS DE CHICO BENÍCIO - Francisco Benício dos Santos

DE MACHADO DE ASSIS A LUIZ INÁCIO, O ABSOLUTISMO DO MÉRITO
PUBLICADO EM RECORTES POR ALEXANDRE COSLEI

Separados pelo tempo, os dois maiores personagens do Brasil compartilham semelhanças que os fizeram ícones capazes de romper todas as fronteiras.

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Tudo ou quase tudo já se falou e escreveu sobre Machado de Assis, ainda assim continua a impressionar a obra monumental que ele construiu em vida. Poesias, romances, crônicas, contos, críticas, ensaios, traduções, correspondências. É quase inacreditável testemunhar alguém, nas condições de Machado, ter produzido tanto e com qualidade. A impressão que se tem é que o afamado bruxo não fazia nada além de escrever, mas não foi assim. Para aumentar o nosso espanto, sabemos que ele foi um autodidata bem-sucedido, que aprendeu muito da arte a que se dedicou frequentando bibliotecas e fazendo anotações sobre o que lia. Muito mais do que um gênio, Machado foi uma espécie de super-homem. Beira a imagem de um ideal inatingível.

Talvez, o que o torne humano ou mais sobre-humano é o conhecimento que temos de sua gagueira, da epilepsia, da origem pobre que o impediu de acessar os recursos da educação formal. Olhando para a obra e para a biografia de Machado de Assis, a genialidade assemelha-se à obsessão. Locais como o Real Gabinete Português de Leitura foram incubadores que fertilizaram a mente do escritor. Autor do século 19, mulato, passando seu maior período sob a monarquia de Dom Pedro II, escrevendo para uma sociedade escravocrata, sem Word, máquina de datilografia ou liquid paper. Conseguiu entrar para o serviço público e conquistar cargos relevantes. Nascido na ralé, alcançou e misturou-se ao círculo fechado das elites da época.

Permitam-me dizer, me perdoando pela ousadia, Machado é o mesmo tipo de milagre brasileiro que gerou o Lula, guardada as devidas proporções. A diferença é que Machado foi aceito e abraçado como bibelô intelectual pela cadeia hereditária da nobreza do país, ele representa a meritocracia da exceção, que por desconstruir a classe dominante do seu tempo de forma sutil e refinadíssima, não fez com que ela se sentisse afrontada por sua presença. Há quase nenhum poder de mobilização política na escrita, desde que não consideremos o Manifesto Comunista. Lula, como outro autodidata de sucesso, personagem destacado na ditadura e da república atual, foi operário, nunca um intelectual, também galgou os degraus, também representa a meritocracia da exceção, também alcançou o andar das oligarquias contemporâneas, mas nunca foi aceito por elas. Lula tem uma obra vastíssima na política e, ao contrário de Machado, transformou a realidade em que vivemos muito além da ficção. Gênio como Machado, mas rotulado como maldito, afrontou as elites por democratizar o mérito.

Machado não foi um entusiasta da conspiração militar que proclamou a República, sabia que os verdadeiros maestros eram latifundiários de São Paulo, Minas Gerais e comerciantes abastados do Rio de Janeiro. Debochou, quando da mudança do regime, em livros como Esaú e Jacó. Por coincidência, hoje temos um derivado da mesma nata paulista mofada que patrocinou a troca de um governo eleito por um sistema autoritário e supostamente provisório que age contra o povo, não mais por ele, tudo na intenção de restaurar o status quo que havia sido abalado por 3 períodos de governos populares.

Há quem irá se arrepiar de repulsa por minha comparação. No entanto, é de uma beleza exótica compreender que os dois maiores nomes do Brasil, conhecidos pelo mundo afora, tenham em comum a origem humilde, a determinação obsessiva, a genialidade de compreender e interpretar de forma única o seu meio e terem atravessado conturbações históricas opressivas. Machado, por sua produção, um operário da palavra, que no seu ponto mais alto como artista iluminou o nosso obscurantismo social. Lula, o torneiro mecânico que quis dar forma a uma nova sociedade, moldá-la igualitária, humana, capaz de produzir muitos como Machado de Assis, não mais pela exceção, e sim pela inclusão do acesso justo ao conhecimento, à educação formal, à renda mínima que favorecesse à dignidade. Luiz Inácio vê em Machado de Assis um semelhante e é certo que Lula inspiraria Machado, quem sabe até o redimisse de sua desconfiança pelos republicanos.



ALEXANDRE COSLEI
Alexandre Coslei é jornalista, professor e escritor premiado. Autor dos livros "Os Paralelepípedos da Vila Mimosa”, que participou do Prêmio Portugal Telecom 2010, além de um volume crítico intitulado "Os indigentes literários", uma reunião de artigos sobre literatura contemporânea que autor classifica como subversivos. Também figura em diversas antologias de contos e poesias. Complementando seu acervo, possui inúmeros artigos publicados em importantes veículos virtuais como o Jornal O Dia, Observatório de Imprensa, Folha do Meio Norte e em diversos Blogs relevantes. Alguns desses artigos foram recordistas de visualizações nos sites onde foram divulgados ou republicados. Está entre os primeiros autores que serviram de base para a criação da revista literária "Verbo", hoje não mais impressa. Como jornalista, está presente em diversas publicações polêmicas na imprensa. .

Fonte: 
http://lounge.obviousmag.org/paragrafo/2017/12/de-machado-de-assis-a-luiz-inacio-o-absolutismo-do-merito.html


Existe Um Método Para Avaliar a Loucura?

Um homem resolve fazer uma visita a um hospício e, enquanto era guiado pelas repartições do local com o diretor, surge a curiosidade:


"Diretor, como o senhor decide se um paciente deve ou não ser internado aqui?" - indagou o homem.

"Bem..." - respondeu o diretor - "Nós enchemos a banheira com água e damos ao paciente uma colher de chá, uma xícara e um balde, e pedimos para que ele esvazie a banheira.""Ah, entendo..." - afirmou o visitante - "Eu suponho que uma pessoa normal usaria o balde, pois é bem maior que uma colher ou uma xícara, não é?" "Não!" - exclamou o diretor - "Uma pessoa normal retiraria a tampa do ralo!"

"O senhor vai preferir um quarto no primeiro ou segundo andar?"

Fonte:

Às vezes, basta ler ou ouvir uma simples – mas efetiva – citação para ter uma perspectiva diferente em certas situações da vida. Tal frase pode ser inspiradora o suficiente para nos dar uma luz. Seja a respeito de sucesso, felicidade, bem-estar ou qualquer outro assunto, as palavras têm o poder de causar um impacto significativo.

Portanto, com isso em mente, abaixo você encontrará 10 frases motivacionais que podem mudar a sua vida exatamente hoje. Aproveite!

1. “Todo mundo tem o mesmo número de horas por dia para realizar o que querem realizar, e são 24... nem mais, nem menos.”

10 Citações motivadoras para te dar um impulso na vida Todos, mas todos mesmo, têm o mesmo número de horas a cada dia da vida. Isso significa que Bill Gates, Richard Branson e Warren Buffet têm a mesma quantidade diária de tempo do que nós. Então se eles conseguiram ser bem-sucedidos, nós também podemos.

Nesse caso, o que importa é usar esse tempo em nossa vantagem, então, por que não colocar a mesma quantidade de trabalho para ter os mesmos resultados que essas pessoas?

2. "Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo foram rejeitadas várias vezes antes de chegar ao sucesso."
O que o Coronel Sanders, Tim Ferriss e J.K. Rowling tem em comum?

Todos foram rejeitados várias vezes. Na verdade, eles foram rejeitados tantas vezes que, se você tentasse contar, não teria dedos suficientes para isso.

Os livros de Rowling e Ferriss foram rejeitados por mais de 20 editores, e a receita do famoso frango do KFC do Coronel Sanders foi rejeitada mais de 100 vezes antes que ele começasse a ganhar dinheiro com isso.

Portanto, não importa quanta rejeição você sofra na vida, sempre há uma esperança. Não esqueça isso.



3. "20% dos seus problemas são motivo de 80% de sua infelicidade."
Este é o antigo Princípio de Pareto; onde você coloca 20% dos seus esforços podem ser iguais a 80% dos resultados. Este princípio também funciona para outras áreas e aspectos da sua vida.

Depois de ter percebido isso, você é capaz de identificar os 20%, resolver os problemas e removê-los de sua vida. Isso é algo que você pode aplicar em muitas áreas da vida, seja produtividade, objetivos, prioridades, relacionamentos ou qualquer outra coisa.

4. "É possível que você esteja ganhando metade da quantidade de dinheiro que outra pessoa está ganhando, e ainda assim viver uma vida melhor e mais saudável."
10 Citações motivadoras para te dar um impulso na vida
Nunca é sobre o quanto você está ganhando, e sim sobre o que você faz com o dinheiro que ganha, bem como você está ganhando.

Alguém pode estar se escravizando 80 horas por semana em um trabalho que odeiam para ganhar um salário de seis dígitos, e para preencher esse vazio na vida, gasta o dinheiro em coisas materiais que não tem tempo para usar.

Enquanto isso, outra pessoa podea viajar ao redor do mundo fazendo o que amam ou vivendo em lugar paradisíaco, e ganhando apenas o suficiente para se manter, trabalhando menos, mas mais felizes. A diferença da qualidade de sua vida nunca está na quantidade de dinheiro que você está ganhando, mas em como você está ganhando e gastando.

5. "Se você nunca pede coisas, você nunca vai conseguir."
As pessoas gostam de se perguntar por que não existem oportunidades para elas. Bem, é porque você não está pedindo! Você não está batendo nessa porta!

Mesmo com pequenas coisas, como pedir um desconto em algo que você compra, perguntar a alguém em uma data, pedir um dia de folga ao chefe ou até mesmo pedir uma omelete extra no café da manhã do hotel. Tudo isso com sorrisos amigáveis e palavras suaves.

Isso pode ser aplicado em qualquer situação na vida. A única coisa a lembrar é que você não deve esperar que venham até você.

6. "Grandes coisas têm pequenos começos, então não se deixe abalar ao começar pequeno."
Amazon, Apple, Dell, Google e muitas outras empresas de bilhões de dólares realmente começaram em garagens ou quartos. Até mesmo grandes nomes de sucesso nos negócios começaram em estágios.

Se isso não te inspirar, então nada mais pode te incentivar. Todas essas empresas começaram pequenas; apenas veja o quanto elas cresceram ao longo dos anos.

Nunca desista apenas pelo fato de você estar começando pequeno, ou que suas habilidades ainda estão sendo aprimoradas, pois grandes resultados começam com pequenos começos.

7. "Você não ri da mesma piada repetidamente, então por que você chora dos mesmos problemas repetidamente?"
A primeira vez que ouvimos uma piada é hilário. A segunda vez, é divertido. Já na terceira você provavelmente não vai rir. No entanto, quando se trata de um problema que temos, ficamos chateados com isso repetidamente.

Precisamos aprender a nos preocupar menos, e não desperdiçar nosso precioso tempo chorando por causa do mesmo problema.

8. "Não haverá sempre amanhã, por isso, é seguro dizer que, se você adiar alguma para amanhã, então não vai fazer."
10 Citações motivadoras para te dar um impulso na vida
Você nunca pode dizer com certeza se você vai acordar amanhã. É uma triste realidade, mas é real. Ninguém sabe do dia seguinte.

A desculpa de "Amanhã eu faço" só vai atrasar a sua vida.

9. "Muitas pessoas atingem o fundo do poço em vários momentos e ainda assim se tornam bem-sucedidas."
Existem pessoas que nasceram em famílias destrutivas, viveram em áreas violentas, países muito pobres e ainda assim se tornaram pessoas bem-sucedidas.

Se essas pessoas que passaram por situações desafiadores atingiram seus objetivos, então por que você também não pode?

10. "A coisa mais valiosa que você terá na vida é o tempo, que se esgota a cada dia; por isso, utilize-o de forma sábia."
Mais do que amigos, mais do que dinheiro, mais que um emprego, mais do que bens, o tempo é o bem mais valioso que você tem na vida.

No entanto, a maioria das pessoas não trata o tempo como algo tão valioso. Elas se preocupam mais com as outras coisas mencionadas acima. Você sempre pode ganhar mais dinheiro, encontrar um novo emprego e comprar novos bens, mas você não pode ganhar mais tempo. É impossível.

A maneira como você gasta seu tempo deve ser o mais importante para você. Evite gastar os preciosos segundos da sua vida se queixando, infeliz ou se preocupando em excesso.





Fonte: wealthygorilla | Imagens: depositphoto

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