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Diário Literário Online

ABÍLIO NOS ENSINA QUE A FELICIDADE É QUE TRAZ DINHEIRO - Nizan Guanaes

Abílio Diniz
​Hoje eu faço 59 anos. Quando a gente chega a esse momento da vida, tem de enfrentar uma hora "H" — ou aposentamos nossos sonhos ou, ao contrário, vamos atrás deles como nunca.

Foi nessa dimensão transcendente que Abilio Diniz comemorou seus 80 anos, num dos eventos mais comoventes que já vi.

Esses olhos emotivos de baiano libanês já viram muitas coisas, mas foi demais ver um homem dar uma festa de aniversário e, ao invés de receber, dar o presente em grande estilo.

Nizan Guanaes
Abilio juntou os maiores especialistas do Mundo em longevidade com qualidade, para mostrar o caminho de uma coisa maior. Que é justamente o que as pessoas esperam nesse momento das suas vidas: tempo, alegria, legado... vida.

Não é à toa que os americanos dividem a vida em: "learn, earn, serve": aprender um ofício, ganhar a vida e depois servir ao seu país, à sua comunidade.

Foi um evento de serviço. Estavam ali representantes dos maiores centros de conhecimento do mundo mostrando os caminhos para seguir perfeitamente ativo e altivo na vida muito tempo depois do que no passado se chamava velhice.

Ficou muito claro que o envelhecimento da população é uma das maiores mudanças da história humana. Talvez a maior, e traz com ela oportunidades e aprendizados espetaculares.

Muito aprendemos com
- o maior especialista de sono de Oxford,
- com a criadora do conceito Mindfulness,
- com o expert em controle de estresse de Harvard,
- com o explorador que identificou as comunidades mais longevas do mundo e seus segredos,
- com a pura emoção de Guga Kuerten,
- com pesquisadores brasileiros incríveis.

Ficou claro que não dá para ter bom desempenho em nenhuma atividade se você não administrar sua cabeça, seu sono, seu foco, sua alimentação.

Porque sem essa gestão pessoal você não vai ter a inteligência emocional para fazer tudo o que aprendeu na faculdade.

​O professor Abilio reuniu ali um número democrático de amigos, pessoas de todos os tipos de riqueza humana, e foi sensacional. Ele fez o evento como faz tudo: de coração, apaixonado, buscando resultado, querendo convencer e converter as pessoas, e isso, para mim, foi a coisa mais comovente de tudo.

Não foi um evento em causa própria, não era ele falando dele, ao contrário. Foi ele dividindo com as pessoas o que aprendeu e segue aprendendo ao longo da vida.

Minha admiração por Abilio vem do homem que ele é, mas, sobretudo, do homem que ele se tornou.

As coisas que a gente é na vida não são méritos nossos. Elas vêm de Deus, da natureza, nós nascemos assim.

Agora, no que a gente se transforma, isso sim é mérito nosso. Essa dimensão maior, essa dimensão de propósito, foi tudo o que se viu ali.

E não dá para contar essa história de transformação sem falar de Geyze, a coanfitriã e curadora do evento.

Ao final, numa conversa comovente com Fernanda Montenegro, oito anos mais velha que ele, Abilio disse aos convidados: "Eu não quero elogios, eu quero que vocês me paguem, eu quero que vocês relatem tudo o que viram aqui aos seus parentes, aos seus amigos, nas suas empresas".

É o que estou fazendo.

Eu vou colocar a pauta da minha vida e da minha empresa nisso. Eu não quero que nosso grupo empresarial seja apenas um lugar de gente talentosa.

Eu quero que ele seja um lugar de gente feliz. Por tudo o que eu vi naquele evento, fica claro que não é o dinheiro que traz felicidade, mas a felicidade que traz dinheiro. E coisas muito melhores, como saúde, amor, equilíbrio...

Fonte:


Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.

OBAMA USA FALÁCIA CRONOLÓGICA E BANCA O MODERNINHO PARA ATACAR TRUMP

Depois de um tempo sumido, ou então ganhando mais dinheiro ainda em palestras no Brasil, o ex-presidente Obama reapareceu para fazer discurso político e atacar Donald Trump indiretamente:


O destaque dado por Obama foi para enquadrar o “trumpismo” no passado remoto, como algo completamente obsoleto, ultrapassado. Ele falava das divisões, o que é curioso vindo de quem alimentou a segregação racial, apesar de se dizer “pós-racial”.

Foi o caso quando recebeu na Casa Branca agitadores radicais ligados a movimentos raciais negros, ou quando disse que um jovem negro morto poderia ser seu filho, frisando a questão racial, que nada teve a ver com a morte dele (foi legítima defesa de um vigia atacado, como ficou provado).

Mas a “política de divisão” do atual governo seria, para Obama, coisa do século XIX, e estamos no século XXI. Obama é moderninho, Trump é uma múmia: eis a mensagem:

What we can’t have is the same old politics of division that we have seen so many times before, that dates back centuries. Some of the politics we see, we thought we put that to bed. That has folks looking 50 years back. It is the 21st century, not the 19th century. Come on!

Sobre a falácia da cronologia, especificamente, gostaria de lembrar que nem tudo aquilo que é atual é melhor. Não falo, claro, da “política de divisão”, mas da premissa “progressista” em si, que trata tudo que é moderno como avanço, o que está longe de ser verdade. Ou alguém acha que a União Soviética, em pleno século XX, representava progresso em relação a Atenas dos tempos de Aristoteles?

Cito como contraponto ao “progressismo” de Obama a abertura do prefácio de Barry Goldwater em The Conscience of a Conservative:

This book is not written with the idea of adding to or improving on the Conservative philosophy. Or of “bringing it up to date”. The ancient and tested truths that guided our Republic through its early days will do equally well for us. The challenge to Conservatives today is quite simply to demonstrate the bearing of a proven philosophy on the problems of our own time.

Mais adiante, quase concluindo o prefácio, ele escreve:

Circumstances do chance. So do the problems that are shaped by circumstances. But the principles that govern the solution of the problems do not. To suggest that the Conservative philosophy is out of date is akin to saying that the Golden Rule, or the Ten Commandments or Aristotle’s Politics are out of date. The conservative approach is nothing more or less than an attempt to apply the wisdom and experience and the revealed truths of the past to the problems of today.

Ou seja, não existe tempo certo para a defesa de princípios universais, e não é sempre desejável “modernizar” valores ou conceitos, como se tudo que viesse depois fosse necessariamente melhor. Goldwater escreveu isso em 1960, e não poderia ser mais atual, o que comprova seu ponto!

Outro que lutou contra essa visão “moderninha” foi Dom Lourenço de Almeida Prado, reitor do prestigiado Colégio São Bento, no Rio. Em um de seus livros sobre educação, eis o que escreve na apresentação:

Ser moderno ou não ser moderno não constitui critério de valor. É critério, apenas, de tempo. Há moderno que não presta e há moderno que é bom. Mais importante é olhar o moderno e o antigo com olhos atentos e atilados. Na Semana da Arte Moderna houve inovações que se mostraram positivas e essas são válidas – ou modernas até hoje – e houve novidadeirices contestadoras, que ninguém pode, hoje, levar a sério. Essa repulsa à ligação de moderno com bom não é implicância de quem já viu muitos modernos enterrados e esquecidos, porque eram fugazes ou possuíam, num certo momento, a aparência ilusória de serem valores positivos, mas a preocupação com o prejuízo que causa a modernomania, ao repelir o antigo, sem maiores exames, simplesmente porque é antigo. É o novidadeirismo. Isso gera uma atitude preconceituosa que impede perceber no antigo o que nele havia de perene.

Pois é: quem vai sustentar que a “arte moderna” representa mesmo um avanço diante do clássico? Eu concedo que Obama seja, de fato, mais moderninho. É, em vários aspectos, um ícone perfeito dos tempos modernos. Politicamente correto, discursos vazios, retórica sensacionalista, e resultados medíocres. Apesar de reconhecer também que parte de sua mensagem igualitária cheira a naftalina, é tão antiga quanto Marx.

Mas tudo bem: Obama é moderno. Isso quer dizer que seja bom, que seja melhor? Ou vamos realmente sustentar que um George Washington, do século XVIII, seria um governante pior do que Obama? Espero ter deixado claro que nem tudo que é mais novo é necessariamente melhor. Às vezes as sociedades regridem (como, aliás, os próprios “progressistas” parecem dispostos a assumir, contra sua premissa, no caso de Trump).


Rodrigo Constantino
Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

Barry Goldwater Dom Lourenço de Almeida Prado Obama Trump

Fonte: Rodrigo Constantino


http://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/obama-usa-falacia-cronologica-e-banca-o-moderninho-para-atacar-trump/ 

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André Rieu - Manha De Carnaval ft. Carla Maffioletti, Carmen Monarcha, Kimmy Skota

Aécio e Gilmar Mendes fizeram 33 chamadas pelo WhatsApp entre abril e maio, diz Por João
 
Batista/Futura Press

Aécio Neves (PSDB-MG) e Gilmar Mendes podem ter utilizado um recurso bastante popular entre os brasileiros para não serem grampeados. Um relatório da Polícia Federal mostra que Aécio e Gilmar falaram ao telefone pelo WhatsApp entre março e maio, período em que o senador passou a ser investigado por suspeita de propina. As informações, descobertas pelo site Buzzfeed, estão disponíveis publicamente em um dos processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal e tem como relator o ministro Edson Fachin. Mendes é relator de mais quatro processos que envolvem Aécio.

As ligações foram encontradas porque a polícia apreendeu celulares do senador, mas, apesar de terem sido identificadas, o conteúdo das chamadas não pode ser revelado, já que elas foram feitas usando o WhatsApp, app que possui criptografia de ponta a ponta.  “Verificou-se, ainda, a existência de vários registros de possíveis ligações, via aplicativo WhatsApp, entre a linha telefônica utilizada pelo senador Aécio Neves e a linha gravada na agenda dos seus contatos como sendo do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. […] Não é possível reconhecer a finalidade ou o contexto em que houve essas ligações, restando tão somente evidenciado a frequência de contato entre as autoridades em questão”, explica a Polícia.

Apenas uma chamada realizada via telefone entre os dois foi grampeada realmente. Ainda segundo a polícia, em 25 de abril, dia em que uma ordem de Gilmar Mendes desobrigou o senador a prestar um depoimento à Polícia Federal, houve cinco tentativas de ligações pelo aplicativo e uma conversa de 245 segundos.

 Defesa

Alberto Zacharias Toron, advogado de Aécio, diz que o senador e o ministro mantém “relações formais” e que eles trataram de questões relativas á reforma política. “O senador Aécio Neves mantém relações formais com o ministro Gilmar Mendes e, como presidente nacional do PSDB, manteve contados com o ministro, presidente do TSE, para tratar de questões relativas à reforma política. Ressalte-se que pouco mais da metade das ligações citadas foram completadas, conforme consta do relatório da PF. Ocorreram também reuniões públicas para tratar do tema, com a presença do presidente da Câmara e presidentes de outros partidos. O senador Aécio é autor de uma das propostas aprovadas no âmbito da reforma política”, declara Toron.

Gilmar Mendes

Gilmar Mendes, por sua vez, declarou que as conversas e encontros com Aécio são “públicos e institucionais”.  “O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, esclarece que manteve contato constante, desde o início de sua gestão, com todos os presidentes de partidos políticos para tratar da reforma política. Os encontros e conversas do ministro Gilmar Mendes são públicos e institucionais. Especificamente quanto às ligações de abril, ressalta que estava em debate no Senado Federal o projeto de lei de abuso de autoridade, tratado nas referidas conversas e defendido publicamente pelo ministro desde 2009, inclusive em palestras, seminários, artigos e entrevistas”, afirma.


“A CORRUPÇÃO DA INTELIGÊNCIA”: BRILHANTE DOCUMENTO DE UMA ÉPOCA SOMBRIA

Por Lucas Berlanza, publicado pelo Instituto Liberal

A maneira mais honesta de iniciar uma apreciação crítica da obra de estreia do antropólogo Flávio Gordon, A Corrupção da Inteligência: Intelectuais e Poder no Brasil, vinda à luz pela editora Record, é constatar que não houve exagero algum na empolgada recepção que recebeu. Não fazemos mais do que expressar a realidade ao dizer que é um documento brilhantemente organizado sobre tempos sombrios, autêntico registro de uma época. É uma tentativa corajosa de trazer alguma ordem a um caos destrutivo.
Sentimo-nos tentados a dizer, se nos permitirem a intromissão em texto que aborda outro livro, que nosso próprio recente lançamento, o Guia Bibliográfico da Nova Direita: 39 livros para compreender o fenômeno brasileiro, poderia perfeitamente, caso tivesse surgido um pouco mais tarde, ter incluído um ensaio a respeito da obra de Gordon em sua parte final. No Guia, procuramos apresentar marcos de ideias que perfazem um processo contemporâneo de reação contra anos de uma hegemonia ideológica. Entre as causas de sua erupção, mencionamos justamente o ponto de saturação a que chegou a atmosfera política e cultural criada por essa hegemonia. Mas como essa hegemonia foi possível? Quem a estabeleceu? Com base em quê? Dificilmente alguém achará respostas melhores e mais completas que as oferecidas por Gordon nesse tesouro de sua lavra.
O autor divide seus capítulos em duas grandes partes: A vida na província e 1968: o ano que nunca termina. Poderia também ter dito o seguinte: a primeira se debruça principalmente sobre a missão de explicar “o que aconteceu” – ou mais adequado seria dizer “o que diabos aconteceu” para que elevássemos ao posto máximo da nação uma presidente que faz saudação à mandioca e à “mulher sapiens”, para que se levasse a sério uma “super doutora” e “filósofa” da USP que odeia a classe média ou para que se aplaudisse um esdrúxulo linguista que sustenta ser um “preconceito linguístico” desfraldar o aprendizado da norma culta. A segunda denuncia, sem pudores, “quem fez” – a geração de culpados, aqueles que “abriram a porteira” para as “desconstruções” e “contestações de tudo que aí está”, geração essa que se tornou, particularmente no Brasil, o “sistema”, o “mainstream” que ainda alega estar combatendo.
Gordon se propõe a traçar um quadro da chamada Nova República, todo esse período que se segue ao colapso do regime militar, sob a perspectiva do imaginário, da dimensão intelecto-cultural que o alicerça e define. Justamente, a seu ver, trata-se de uma “comunidade imaginada” elaborada “em relação ao período anterior, o regime militar, este sombrio ‘Antigo Regime’ identificado como grande obstáculo aos novos tempos que, enfim, chegavam com sua esplendorosa luminosidade”. Com efeito, era essa a narrativa quando Ulysses Guimarães ergueu triunfante aquele documento obeso chamado Constituição de 1988 – quando a maioria não supunha o que estava por vir.
Na prática, o que ocorreu, para Gordon sobretudo nos últimos 25 anos, foi a disputa “entre duas forças políticas renascidas diretamente da derrota da intelligentsia de esquerda para os militares”: o PSBD e o PT – “girondinos e jacobinos, mencheviques e bolcheviques, ‘inimigos-irmãos’”. Isso é precisamente aquilo a que chamamos “hegemonia”, mas ela não seria o que é caso se limitasse à disputa partidária e eleitoral. A dimensão intelectual e cultural, mais do que um mero pano de fundo, é o que viabiliza tal dominação, justificando e embasando as narrativas e a percepção “espiritual” da realidade – a “imaginação”, como diria Babbitt – que a tornaram tão enraizada e viabilizaram as insanidades recentes. Resta entender os mecanismos pelos quais isso se produziu, nobre tarefa que Gordon aceitou.
A resposta primordial é a de que a “inteligência” precisou ser corrompida e anestesiada para que fosse possível sequer conceber a envergadura cognitiva e moral das figuras que passaram a ditar o conteúdo destinado ao público das televisões, as bibliografias e retóricas do ambiente universitário ou mesmo os discursos presidenciais. “Inteligência”, para Gordon, é a própria “capacidade de inteligir”, de pensar, de conectar ideias para construir um pensamento, capacidade essa pervertida por uma patrulha ideológica dedicada a tornar a linguagem e a gritaria “identitária” mais poderosas que a concretude do real. Contudo, também é, talvez com ainda mais pertinência, uma “classe” dentro da sociedade, aquela que se investe do poder de “moldar o imaginário coletivo, impor narrativas e definir os termos do debate público”, responsável em larga medida pela ascensão e manutenção, por mais de uma década, do lulopetismo no poder.
Gordon até gostaria de não ter de chamá-los de “intelectuais”, em uma acepção essencial e genuína do termo, mas entende que são esses sujeitos, controlando como sumo-sacerdotes os ditames do “bem e do belo”, ainda que por vezes “desconstruindo” (sic) esses próprios conceitos em si mesmos, que, impondo-se como “classes falantes” em todas as esferas de expressão simbólica e cultural nas sociedades contemporâneas de massa, criam a atmosfera capaz de reter o poder nas mãos das mediocridades mais autoritárias. Contra tamanho poder, nada se pode fazer sem recorrer à firmeza nas palavras e batalhar pela reconexão com a concretude do real; com uma ponta de crítica aos colegas da academia que se acostumaram a se limitar a uma troca de paparicos, Gordon explicita não ter medo de assim agir.
Dois autores expressivos da esquerda, descendentes e renovadores do legado marxista, podem ser ressaltados da obra de Gordon como mentores de todo o cenário de degradação. O primeiro deles é o italiano Antônio Gramsci, justamente quem concebeu a necessidade de obter a “hegemonia” nas esferas intelectuais e simbólicas, definindo o conceito de “intelectual” que Gordon algo a contragosto se obriga a empregar, antes de assumir o “controle” – isto é, o avanço efetivo dos marxistas sobre as instituições, alcançado, na teoria clássica, pela revolução violenta do proletariado. É de Gramsci a ideia do “intelectual orgânico”, “produto direto das classes e de sua posição respectiva no modo de produção”, como agentes do grande “Partido” com o propósito crucial de substituir o que seria, a seu ver, a “hegemonia capitalista” pela “hegemonia comunista”. O método gramsciano é, assumidamente, perseguir a criação de “novas crenças populares, isto é, de um novo senso comum e, portanto, de uma nova cultura e de uma nova filosofia, que se enraízem na consciência popular com a mesma solidez e imperatividade das crenças tradicionais”. Não se trata mais de pegar em armas e derrubar o capitalismo; se trata de proliferar escritores, funkeiros, artistas, professores dedicados apenas a torpedear o legado “ocidental, cristão, machista e homofóbico” e preparar as bases imaginativas de um mundo novo.
Toda a vida intelectual e cultural deve ser politizada; o projeto gramsciano é um projeto totalitário voltado à eliminação de toda a divergência. Um Olavo de Carvalho é, por exemplo, um boçal truculento, por se mostrar anticomunista; se uma Valesca Popozuda ou, como menciona Gordon em seu livro, um MC Brown, se tornarem símbolos do “empoderamento” ou defensores da “justiça social” preconizada pelos partidos que encampam a plataforma gramsciana, então serão considerados “grandes intelectuais contemporâneos”, à revelia de suas autênticas contribuições ao saber humano. Ou você está com eles, ou contra eles. Se estiver contra eles, representa o atraso a ser eliminado e não pode ser um intelectual genuíno.
“A tese central de Gramsci pode ser resumida à afirmação de uma relação inexorável entre cultura e poder”, sintetiza Gordon. “Uma vez aceita a premissa de que a cultura trai sempre, e necessariamente, um projeto de poder – não há arte ou ciência ‘neutras’, como costumam alegar os gramscianos –, a completa politização da vida cultural, conquanto feita em nome da ‘classe proletária’, estará justificada”. Foi exatamente a regra que passou a valer no Brasil. Em um passeio que começa nos anos 60, Flávio descreve toda a história da penetração das ideias de Gramsci por aqui, fazendo menção ao próprio Fernando Henrique Cardoso como um de seus divulgadores pioneiros, mas foi principalmente com o PT que o Gramscismo estabeleceu seu autêntico império no país, congregando todos aqueles “intelectuais orgânicos” de que falava o italiano em torno da defesa de um projeto de poder com pretensões de perpetuação – defesa que ainda hoje justifica o injustificável e enxerga virtudes nos maiores absurdos.
Gordon ressalta que tais intelectuais se condenaram ao “provincianismo temporal”; alheios propositadamente a todo o patrimônio humano, ao tesouro do passado, construíram o “rebaixamento da cultura e da imaginação moral”, pertencendo a uma geração “demasiado corporativista e autocentrada, que, adotando um critério exclusivamente político-ideológico de afinidades e repulsas, tendo, além disso, um período histórico traumático como bode expiatório sobre o qual lançar todos os seus malogros e frustrações, cobriu anões culturais de glórias e honrarias, ao mesmo tempo que relegava ao ostracismo verdadeiros gigantes das letras e das artes”.
Descrevendo a própria experiência de, na juventude, ter sido, como iniciante no mundo acadêmico, uma das crédulas vítimas a mergulhar nas armadilhas dessa hegemonia, Flávio ilustra sua explanação teórica com o espanto pela simples constatação de haver quem não se ruborize por se dizer “de direita” e delineia a difícil experiência, vivida por muitos grandes homens do século passado, de rompimento com a atmosfera totalitária dos movimentos comunistas. Aliás, esse é um dos maiores méritos de seu grande livro: uma invejável capacidade de ilustrar. Gordon explicita seu diagnóstico terrível com fatos e “causos” muito competentemente compilados, que permitem rir do ridículo, ao mesmo tempo em que se lamenta a profundidade do abismo.
“A maior parte dos intelectuais da geração 1968”, aqueles que tinham certeza de que mudariam o mundo, “deixou de ser comunista apenas nominalmente”, abraçando o “marxismo ocidental”, uma associação entre Gramsci e a Escola de Frankfurt, que tem por “expressão mais visível nos meios de comunicação de massa” o “multiculturalismo politicamente correto”.  É nesse contexto que brilha, como grande expoente frankfurtiano, Herbert Marcuse, o segundo nome de esquerda que gostaríamos de destacar da análise de Gordon. Ele seria “o maior responsável pela guinada ‘freudiana’ – voltada às pulsões e à psique individual – da crítica marxista”. Com Marcuse, baseado em teorias freudianas, o hedonismo se torna regra e cabe à civilização despir-se de qualquer contenção à busca animalesca dos prazeres.
As teses marcusianas da “revolução sexual” se alastraram no Brasil no período que os fundadores da Nova República e a sua “intelectualidade” enxergam como “a era sombria dos generais”, ou seja, entre os anos 60 e 70. Junto ao Gramscismo, elas explicam muito do comportamento grotesco e primitivo que vemos hoje, tanto nas militâncias estudantis e protestos de “movimentos sociais” e “coletivos”, quanto na retórica de “especialistas” convidados por programas da grande imprensa televisiva nacional.
Unida às teorias de divisão da sociedade em “classes” calcadas em uma retórica identitária de “minorias” e “vítimas”, a sexualidade se torna o grande tema do debate público, alimentando as formas mais doentias de feminismo, as perversões mais bizarras da ideologia de gênero e a recente transformação de uma mostra “artística” em que um homem nu é tocado por uma criança em nobre manifestação de protesto contra a tirania do “patriarcado” e da “sociedade conservadora”.
Mais do que traçar esse diagnóstico, Gordon estuda ainda dois temas históricos muito relevantes antes de concluir seu trabalho. Um deles é a atuação dos soviéticos e da KGB no Brasil e na dinâmica política da Guerra Fria, propositadamente ocultada pelos “intelectuais gramscianos”. O outro é a responsabilidade dos próprios militares do famigerado regime nisso tudo; longe de santificá-los ou inocentá-los, o autor traz à tona dados inequívocos do crescimento de todo esse discurso da esquerda contemporânea durante o período de vigência do seu sistema de exceção, sem o que a erupção do que seria a essência da Nova República talvez não se desse como se deu.
Ele analisa meticulosamente um importante guru do regime militar, o general Golbery do Couto e Silva, um antiliberal, porém crítico do AI-5, defensor da tese de que o Brasil não prescinde de ciclos de centralização ou fechamento e ciclos de abertura, tendo sido o cérebro por trás da estratégia, que deveria ser aplaudida pelos gramscianos, de “entregar a cultura para as forças de esquerda, como técnica de descompressão do poder político”. Gordon define o regime militar como caracterizado “pela hipertrofia do poder executivo, que, pretendendo pairar tecnocraticamente acima das disputas ideológicas, restringiu a participação política e se afirmou como representante direto e verdadeiro da ‘nação’”, calcando-se no “fetiche positivista da técnica e da ciência”.
O título da conclusão do livro, tratando mais diretamente do impacto de toda essa atmosfera no cotidiano das universidades brasileiras e do seu isolamento em relação ao universo simbólico e imaginário do povo em geral, é tão inusitado quanto sugestivo: O homem que arrastava tijolos com o pênis, a mulher-cachorro e outras histórias fabulosas da universidade brasileira. É preferível nada dizer em específico sobre o significado dessas expressões curiosas para não estragar a surpresa e o assombro do leitor.
Sim, assombro; porque o efeito que o livro de Flávio Gordon precisa ter sobre os leitores mais desavisados é fazê-los recobrar a capacidade de se espantarem. As cenas debiloides e tragicômicas que presenciamos na atual quadra histórica precisam ser vistas sob o ângulo do patético de que se revestem – mas um patético extraordinariamente perigoso. É uma pestilenta e perseverante metamorfose do mal, que se adaptou às demandas dos novos tempos para aplicar com impressionante sucesso um dos mais nefastos assaltos à civilização já empreendidos.
Sucesso, mas não a vitória final. A Corrupção da Inteligência é a prova da força da resistência. É prova de que as melhores conquistas do simples bom senso ainda se podem fazer ouvir, e de que nós os venceremos pelo cansaço geral com seu matraqueio vão, porque, ao fim e ao cabo, não são mais que uns chatos de galocha.

Fonte:

A Esposa Que Queria Ser Criança Novamente

Um homem estava sentado na beira da cama, observando sua esposa se olhar no espelho. Como o aniversário dela estava próximo, ele perguntou o que ela gostaria de ganhar de presente.

"Eu gostaria de ter 6 anos novamente.", responde ela, ainda olhando no espelho.

Na manhã do seu aniversário, ele se levantou cedo, colocou algumas jujubas em uma tigela e depois a levou para um parque temático. Que dia! Ela pôde ir ao carrossel, tirolesa, montanha-russa e tudo que tinha direito.

Cinco horas depois, eles saíram do parque temático, pois a mulher tinha sua cabeça rodando e o estômago embrulhado. Ele então levou-a para o McDonald's, onde pediu um McLanche Feliz com batatas fritas extras e um milkshake de chocolate.



Foram, então, para o cinema, pediram pipoca, um refrigerante e seus doces favoritos. Que fabulosa aventura! Finalmente, foram pra casa e ela deitou na cama exausta.

O marido chegou perto da esposa e perguntou com carinho: "E então, querida? Gostou de ter 6 anos novamente?"

Seus olhos se abriram lentamente e ela respondeu: "Quando eu disse que queria ter 6 anos, eu me referi ao tamanho do meu manequim!"

Fonte: tudo por e-mail


Do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero:

"Apenas em um país profundamente doente, um deputado é flagrado recebendo uma mala de dinheiro e permanece solto;

Apenas em um país profundamente doente, um senador da República é flagrado combinando propina e permanece em liberdade;

Apenas em um país profundamente doente, o presidente é flagrado em evidente prevaricação e permanece presidente;

Apenas em um país profundamente doente, um ex-presidente envolvido em tantos crimes continua fazendo campanha vermelha e zombando da justiça;

Apenas em um país profundamente doente, existem partidos e políticos que se dispõem a defender o deputado da mala, o senador da propina e o presidente da prevaricação, e o ex-presidente corrupto".

***

Se você quer um país melhor, vamos dar o troco nas próximas eleições! Vamos mudar todos! Não reelejam NINGUÉM!



Fonte:
Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.

10 Benefícios do Rabanete à Sua Saúde


Você provavelmente já comeu um rabanete antes, mas muitas vezes os deixamos de lado em pratos de acompanhamento, saladas e pratos principais. Bem, é hora de mudar isso, pois os rabanetes nos oferecem uma infinidade de benefícios para a saúde. Abaixo, você pode encontrar 10 deles.




1. Ajuda a prevenir o câncer
Por serem ricos em antocianinas, ácido fólico e vitamina C, os rabanetes podem ajudar a prevenir muitos tipos de câncer, incluindo câncer de rim, cólon, estômago e câncer bucal. Os rabanetes fazem parte da família das brassicas, e assim como com outros membros desta classificação taxonômica, esses vegetais crucíferos estão cheios de antioxidantes. Além disso, os isotiocianatos encontrados em rabanetes têm um grande impacto no caminho das células cancerosas - eles alteram os caminhos que podem causar apoptose (morte celular), evitando assim que as células cancerosas se reproduzam.

2. Trata a icterícia

Rabanetes são ótimos para o estômago e o fígado, pois eles atuam como um poderoso desintoxicante. Isso significa que eles ajudam a purificar o sangue, eliminando toxinas e resíduos. Eles são extremamente úteis no tratamento da icterícia porque ajudam a remover a bilirrubina e mantêm sua produção a um nível estável. Além disso, os rabanetes ajudam a diminuir a destruição dos glóbulos vermelhos, que é um sintoma comum naqueles que sofrem de icterícia.


3. Trata distúrbios urinários

Os rabanetes são diuréticos, o que significa que eles aumentam a produção de urina. O suco de rabanete também pode curar a inflamação e a sensação de queimação durante a micção que ocorre quando você tem distúrbio interno. Eles inibem infecções nos rins e no sistema urinário, ajudando assim a tratar várias condições urinárias que são exacerbadas pelo excesso de toxinas no organismo.


4. Ajuda com a perda de peso

Os rabanetes satisfazem sua fome sem aumentar sua contagem de calorias. Além disso, eles são baixos em carboidratos digeríveis, ricos em forragem e possuem muita água, portanto, são uma ótima opção dietética para aqueles que querem perder peso. Também são ricos em fibras, o que significa que eles regulam as atividades do intestino, o que ajuda na perda de peso e acelera o metabolismo do corpo.

5. Controla a pressão sanguínea

São uma ótima fonte de potássio. Este nutriente tem sido associado à redução da pressão arterial porque relaxa os vasos e aumenta o fluxo sanguíneo. Em outras palavras, reduz a pressão sanguínea ao ampliar as artérias, permitindo que o sangue flua sem restrições.

6. Trata Distúrbios Respiratórios

Os rabanetes são anticongestivos, o que significa que eles são capazes de diminuir o congestionamento do sistema respiratório que surge devido a alergias, resfriados e infecções.



7. Trata os distúrbios da pele

Os rabanetes contêm fósforo, vitamina C e zinco, que são bons para a pele. Além disso, a água em rabanetes ajuda a manter níveis saudáveis de umidade na pele. Os rabanetes crus ralados são um excelente higienizadores para o rosto. Além disso, devido às suas propriedades desinfetantes, os rabanetes também podem controlar distúrbios da pele, como erupções cutâneas, rachaduras e ressecamento.

8. Controla diabetes

Os rabanetes têm baixo índice glicêmico, o que significa que comê-los não afeta os níveis de açúcar no sangue. Também ajuda a regular a absorção de açúcares na corrente sanguínea, ou seja, os diabéticos não precisam se preocupar tanto com quedas repentinas ou excessos ao comer.

9. Fortalece seu sistema imunológico

Meia xícara de rabanetes por dia é 15% da ingestão diária recomendada de vitamina C. Obter a sua dose regular de vitamina C pode rejuvenescer seu sistema imunológico, substituindo muitos dos antioxidantes e glóbulos brancos que são vitais para lutar contra todas as doenças, desde o resfriado comum ao câncer.

10. Trata picada de insetos

Os rabanetes possuem propriedades antipruriginosas e podem ser usados como um tratamento eficaz para picadas de insetos. O suco de rabanete ajuda a reduzir a dor e o inchaço na área afetada.

Fonte: organicfacts
Imagens: depositphotos




Homenagem a Nossa Senhora Aparecida nos seus 300 anos
Marcos Luiz Garcia (*)

Às 9,30 horas do dia 12 de outubro, um Rolls Royce saiu da sede do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, no bairro de Higienópolis da capital paulista, rumo ao Monumento do Ipiranga.

Nele o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, acompanhado do Dr. Eduardo de Barros Brotero, levava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Quando os relógios marcavam pouco mais das 10 horas, sob um longo espocar de fogos de artifício, a réplica da imagem da Padroeira do Brasil chegou ao Monumento onde era aguardada para ser homenageada.

O Príncipe e seu séquito a conduziram sob um pálio de seis varas e ao som da fanfarra, composta por jovens do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Diante do Monumento do Ipiranga, com seus símbolos estavam dispostos membros do Instituto, assim como correspondentes e amigos da entidade, que exibiam duas faixas evocando os 300 anos da Aparição de Nossa Senhora nas águas do Rio Paraíba.
Procedeu-se então à execução do Hino Nacional, acompanhado por todos os presentes. Em seguida, sempre ao som da fanfarra, foi entoado o hino Viva a Mãe de Deus e Nossa. Rezou-se uma prece inspirada em textos de Plinio Corrêa de Oliveira para atos junto àquele Monumento, implorando a Nossa Senhora Aparecida as graças necessárias para que o Brasil se reerga das crises que o acometem e recupere todo o brilho com o qual a Providência divina o dotou. Destacamos este expressivo trecho:
“Sim, ó Maria, abençoai-nos, cumulai-nos de graças, e mais do que todas, concedei-nos a graça das graças: ó Mãe, uni intimamente a Vós este vosso Brasil. Protegei-o mais e mais. Tornai sempre mais maternal o patrocínio tão generoso que nos outorgastes. Tornai cada vez mais largo e mais misericordioso o perdão que sempre nos concedestes. Aumentai vossa largueza no que diz respeito aos bens da terra, mas, sobretudo, elevai nossas almas no desejo dos bens do Céu. Fazei-nos sempre mais fortes na luta por Cristo-Rei, Filho vosso e Senhor nosso. De sorte que, dispostos sempre a abandonar tudo para Lhe sermos fiéis, em nós se cumpra a promessa divina, do cêntuplo nesta terra e da bem-aventurança eterna.”
Em seguida Dom Bertrand proferiu rápidas palavras, das quais salientamos o seguinte:

“É para esta luta que hoje, justamente neste tricentenário, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira vos conclama: levantai-vos, brasileiros, levantai-vos soldados de Cristo, levantai-vos servidores de Maria, não permitamos que a malfadada ideologia de gênero corrompa nossas crianças. Assinemos todos nós a carta que será enviada ao Senhor Presidente da República para que cancele do ensino brasileiro essa ideologia anticristã. Tornai-vos apóstolos e lutadores desta nova cruzada, da luta contra-revolucionária, ideológica e legal.”


Assim, o Príncipe deu início a uma nova campanha do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, desta vez contra a Ideologia de Gênero, sendo o primeiro a assinar a carta ao Presidente da República.

Após os circunstantes também assinarem a mencionada carta, a fanfarra voltou a executar o hino Viva a Mãe de Deus e Nossa, enquanto Dom Bertrand reconduziu em cortejo a imagem até o veículo, acompanhado por todos os presentes.

         O espírito autenticamente católico se fez sentir em todo o evento, fruto das graças de Nossa Senhora, de cuja misericórdia esperamos que o Brasil possa vir a ser um País ainda muito mais católico do que o foi em seus melhores dias.

         Deixando solenemente o recinto, o mesmo cortejo de automóveis reconduziu a imagem de Nossa Senhora Aparecida de volta à sede do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.



                   ( * ) Marcos Luiz Garcia é escritor, conferencista e colaborador da ABIM


Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)



Saber do futuro

As vezes temos a curiosidade de querer saber o futuro , todos nós lá no fundo gostaríamos de saber como será nosso futuro, para nos prepararmos melhor.
Mas temos conhecimentos o suficiente para saber o que nos aguarda adiante; NO FUTURO SEREMOS TUDO O QUE CONSTRUIRMOS NO PRESENTE ou seja: Melhores se fazemos um bom emprego dos ensinamentos de Jesus , e infelizes se espalhamos o mal, não fazermos o BEM e não seguirmos os ensinamentos do MESTRE
Portanto mudemos para melhor o quanto antes nossas ações e modo de agir para sermos melhores futuramente
NINGUEM PODE MUDAR O PASSADO, MAS PODE COMEÇAR HOJE A CONTRUIR UM NOVO FUTURO.





Fonte: Gotas de Paz

O bem supremo

Rosiska Darcy de Oliveira
Não será a primeira vez que uma decisão do STF influenciará o curso da história no Brasil. As decisões sobre o mensalão, a prisão de Eduardo Cunha, o apoio às ações do juiz Moro foram essenciais ao processo em curso, de redenção do país. Entra agora em pauta o caso Aécio Neves, questão que, pelos efeitos em cascata que pode provocar, ganha uma dimensão de alto risco.
O julgamento transcende de muito a figura mais patética do que relevante do ex-candidato à Presidência, pilhado pedindo propina a um empresário em um telefonema obsceno. O PSDB não teve a decência de expulsá-lo. O próprio partido expôs-se, assim, a ser expulso da confiança de seus eleitores. Ignorar que seu presidente se corrompera, o que toda a nação assistira, não ajuda a absolvê-lo e faz cúmplice o partido. Melhor faria admitindo e corrigindo seus erros.
O retorno de Aécio Neves a sua cadeira no Senado seria uma afronta a uma população já exasperada com a corrupção e a impunidade. Essa exasperação é a única explicação para o apoio suicida que ela vem exprimindo a uma possível intervenção militar.
A todos os problemas que nos afligem — e são tantos — veio agora somar-se esse velho demônio que acreditávamos exorcizado para sempre. Um general falou, outro o apoiou, o comandante do Exército deu garantias de respeito à legalidade. Apesar disso, desde então, formou-se no horizonte um ponto de interrogação que assombra o Brasil.
O recurso à ditadura não é só a pior das soluções. É uma não solução, é um gigantesco problema. Inimaginável, na contramão da história recente do país e da América Latina, do bem supremo na vida de cada um que é a liberdade. Quem, a qualquer pretexto, admite essa hipótese tem memória curta ou ignora o pesadelo que a quebra da democracia implicaria para o cotidiano de todos nós, lá onde ela se encarna em direitos e liberdades. Sem falar no opróbrio internacional que cobriria o Brasil, devolvido ao status de república de bananas.
Não há meia democracia. Ou a liberdade e as instituições estão garantidas ou, suspensas a liberdade e as instituições, viveríamos em uma ditadura.
Que esta possibilidade tenha sido aventada só se explica pelo estado de indignação, revolta e frustração vividas pela imensa maioria dos brasileiros diante do espetáculo degradante de políticos, acusados aos magotes, que não se arrependem de nada e continuam a delinquir, em flagrante deboche dos sentimentos da população.
A crise de legitimidade do governo Temer e do sistema partidário é uma evidência. Assim como é evidente que a solução da crise não virá de um sistema político apodrecido. Esses homens não se regeneram. Escondem-se atrás de imunidades, manipulando as garantias democráticas para protelar inapeláveis condenações. Usam a Justiça, seus ritmos e processos para impedir, com chicanas, que justiça seja feita.
É a incapacidade do sistema político de desatar o nó de um governo sem legitimidade e de um Congresso conivente com a corrupção que nos expõe seja ao fantasma da intervenção militar, seja ao risco do retorno de um populismo carcomido, cuja mentira e demagogia são reveladas a cada volta de parafuso das investigações da Lava-Jato. Em ambos os casos, um trágico retrocesso, que deixa ao relento quem busca refundar a democracia.
Políticos que tanto mal fizeram ao país, pilhando os cofres públicos, não contentes de desmoralizar a política e o Poder Legislativo querem agora desmoralizar o Judiciário. O Senado que já desafiou o Supremo Tribunal Federal uma vez, mantendo — logo quem — Renan Calheiros na sua presidência, desafia mais uma vez a autoridade da Suprema Corte, chamando a si o destino de Aécio Neves. Ora, não é o destino de um homem que está em jogo, é o de um país.
A ação do Supremo Tribunal Federal é determinante para assegurar que as instituições democráticas sejam capazes, por si só, de desfazer a teia de criminalidade que enredou a população brasileira. A confirmação pelo plenário do Supremo da decisão tomada pela Primeira Turma de suspender o mandato de Aécio Neves reafirmaria o princípio de que ninguém está acima da lei e seria exemplar da capacidade da Justiça de fazer justiça.
Maior significado ainda teria a recusa do STF de rever sua histórica decisão sobre a prisão de réus condenados em segunda instância, marco do fim da impunidade.
Se o Legislativo perdeu, neste momento, a confiança da população, mais que nunca é preciso que ela possa confiar em seus tribunais.
A resposta aos desmandos dos políticos não é a quebra da democracia. É o seu aprofundamento.
Fontes

O Globo / Academia de Letras do Brasil / ABL


http://www.academia.org.br/artigos/o-bem-supremo



Parem de oferecer lugares aos idosos no transporte público, pedem especialistas
Reprodução / Pixabay Public Domain Pictures



Quando vemos uma pessoa idosa entrar nos ônibus ou metrôs cheios, a primeira reação é ceder o próprio lugar para que eles se sentem. Mas segundo especialistas, isso pode prejudicar a saúde dessas pessoas enquanto envelhecem.

Na verdade, o indicado é encorajá-los a se manterem de pé para se preservarem a boa forma, afirmam professores de Oxford. “Temos que incentivar as atividades e não dizer para ficarem com os pés para cima. Pense duas vezes antes de ceder seu assento no ônibus ou trem para uma pessoa mais velha. Se manter de pé é um ótimo exercício para eles”, diz Muir Gray, consultor clínico do serviço de saúde pública da Inglaterra.

Um esforço constante para encorajar os idosos a se manterem ativos pode ajudá-los a viver de forma mais independente, reduzindo a necessidade de assistência social. É o que afirma um estudo publicado no The British Medical Journal.

Outra descoberta é que se exercitar pode melhorar a habilidade cognitiva e reduzir o risco de demência. Os especialistas dizem que o pensamento de que os jovens devem ser fitness enquanto os mais velhos são encorajados a relaxar e descansar “precisa ser mudado”.

Fonte:

Yahoo Vida e Estilo  


O vermelho do arco-íris
R. Santana

            O mundo veio abaixo quando o advogado Paulo Gustavo Duskin soube que seu único filho homem é gay. No início, alimentou a esperança que tudo não passasse de futricas de vizinhos, despeito e inveja de amigos e familiares frustrados com o desempenho escolar de seu filho, pois Miguel com menos de 30 anos de vida é reconhecido como um infectologista de grande reputação no estado da Bahia e no país, porém, colocados tête-à-tête, seu filho foi duro e claro:
            - Meu pai, cuide de sua vida sexual que cuido da minha!
            - A minha é de natureza de homem, não de xibungo!
            - O Senhor é homofóbico, lamento! – Paulo Gustavo conteve-se pra não lhe dar uns sopapos.
            Naquele dia, foi a última gota d´água que fez o copo transbordar: pouco tempo depois, Paulo Gustavo recebeu um convite de casamento de Miguel, convite padronizado com os nomes dos nubentes, acima, à direita e à esquerda; abaixo, os nomes dos pais, fotos dos pervertidos, etc. O convite não lhe foi entregue pessoalmente, mas entregue à velha empregada que o colocou em cima da escrivaninha de seu escritório.   Após lê-lo, em voz baixa, fez alguns impropérios e xingamentos: “agora, o xibungo é Micaela, a “noiva”, e o outro veado Thiago é o “noivo”, safados... nojentos...”, “eu não vou ter estômago pra aguentar tanta nojeira... vou vomitar...”, “o filho da puta conseguiu enxovalhar o nome de minha família, mas...”, “renego-o para sempre, filho de Sodoma e Gomorra”, “peço a Deus que sua consciência seja mais pesada que a tampa de sua tumba”...
            Depois que leu o convite, Paulo Gustavo despiu-se de suas roupas suadas pelo trabalho forense, tomou banho, esquentou sua comida no micro-ondas, deixada pela empregada como de costume, acendeu um hollywood, deu umas baforadas, angustiado, ele tomou da escrivaninha caneta e papel e começou escrever para o filho:


Para:
Micaela? Não! Miguel:

Recebi seu convite de casamento que me causou repulsa, uma afronta!  Jamais pensei que você tivesse coragem de enxovalhar a dignidade de nossa família, acintosa e publicamente. Não fiquei feliz, antes, nessas condições, ficaria feliz se fosse para reconhecer seu corpo na pedra de um IML num lugar qualquer.
Não acredito que um padre ou um pastor irá fazer do sacramento do casamento uma ação de heresia. O casamento é um sacramento sagrado, não para 2 maricas, mas um ato de fé aos pés da Santa Cruz de um homem e uma mulher que se amam e aptos à reprodução humana. Certamente, vocês irão fazer uma ação simulada diante de um desses padres “moderninhos” ou dum pastor pederasta, jamais diante de um homem de Deus.   
A Bíblia condena a pederastia há 2000 anos: “E com homem não te deitarás, como se fosse uma mulher. Isto é, abominação” (Levítico 18:22).  Lá adiante, ele completa: Deus disse: “E se um homem se deitar com homem como se fosse com mulher, ambos fizeram abominação, certamente, serão mortos: o seu sangue está neles” (Levítico 20:13). A Bíblia adverte: “Não seja controlado pelo seu corpo. Mate qualquer desejo pelo tipo errado de sexo” (Colossenses 3:5).
Miguel, não culpo Sigmund Freud por sua homoafetividade, você sempre “disputou” sua mãe comigo. Lembro-me do seu chamego infantil com Júlia, e ao invés de ficar com ciúme, ria-me por dentro pelo seu interesse pelo sexo oposto, não considerava esse desejo infantil incestuoso, pois incestuoso foi Édipo ao se casar com Jocasta, sua mãe, e filhos tiveram. Considerava seu interesse por sua mãe uma fase natural do desenvolvimento infantil, um fenômeno psicológico que iria definir sua opção heterossexual no futuro.
Orgulhava-me quando você namorava as “gatinhas” em sua adolescência. Não havia sinais de homossexualidade, mas, “espada”, macho, homem. Depois que você foi estudar medicina, longe de sua cidade e de seu estado, aparece-me como veado passivo, “noiva” e, vai se casar. Claro que não vai me dar netos (depósito de fezes não é útero), dessa relação espúria, pecaminosa, de amor doentio, de homossexualismo, de mente perturbada.
Miguel, eu acredito que a OMS não foi feliz quando retirou o homossexualismo da lista de doenças, ninguém nasce com formação genética (existe o fenômeno hermafrodita, mas é outra história), ou psicológica gay, assim como ninguém nasce pedófilo, drogado, alcóolatra, jogador compulsivo, são vícios, são doenças adquiridas, desejos e impulsos não contidos, são condutas condenáveis de libertinagem, de licenciosidade, de devassidão, que podem ser revertidas com terapias embasadas na Psicologia, na Psicanálise, na Psiquiatria. Por isto, Miguel, eu sugiro-lhe que se quiser honrar a minha memória, procure ajuda nessas ciências, depois que me for...
Miguel não se iluda com os estímulos da sociedade, com os apelos escusos da mídia escrita e televisada. A sociedade é hipócrita, em nome do livre arbítrio, dos direitos individuais, do respeito à diversidade, ela dá uma de João-sem-braço, “politicamente correta”, ela promove a cultura do cinismo, fecha os olhos para os abusos desses segmentos, inclusive, nas escolas.
Os pais dessa sociedade hipócrita de hoje, são iguais aos narcotraficantes: eles vendem drogas para o filho do outro e as proíbem, terminantemente, para o seu filho; é fácil aceitar o filho gay do outro e, são intolerantes com o seu filho.
Não faz muito tempo, você me chamou de homofóbico, não sou homofóbico, não cultivo o ódio nem a intolerância nem estimulo a violência aos homoafetivos, porém, não lhe aceito nem lhe aceitarei nunca como Micaela, porém, não perco o sono se o filho ou a filha do outro é homossexual, não sou a palmatória do mundo pra corrigir os desvios de conduta sexual de A e B, se não resolvo meus problemas como irei resolver os problemas alheios? Para mim, esses veados não fedem nem cheiram, trato-os com respeito, mas não com amizade.
Miguel, outra coisa que me chocou nesse convite, ricamente trabalhado, foi mudar seu nome masculino para nome feminino, além de acintosamente, acrescentar o meu nome, o de sua mãe, in memoriam, como os pais da noiva “Micaela”. Já não se identifica com o seu gênero? Deixou de ser homem pra ser mulher? Decerto, você está com transtorno de personalidade por essas pseudoteorias de ideologia de gênero. Quando o recém-nascido vem ao mundo sua genitália é masculina ou feminina, salvo, as aberrações da natureza, como é o caso do hermafroditismo, androginia.
Rapaz ou, moça? Já não sei! Sei que gênero não é uma construção social.  Gênero é a formação biológica de órgãos genitais de homem ou de mulher. Identidade de gênero e ideologia de gênero são construções sociais, ideias abstratas, crenças sem base científica. A criação de um terceiro gênero ou de um quarto gênero, etc., tem por objetivo, de acordo alguns estudiosos, tirar a primazia histórica da família de homem, mulher e filhos. Essa desestruturação da família convencional surgiu com Karl Marx em que tudo seria submetido aos interesses do estado, inclusive, a família.
Enfim, não irei ao seu “casamento”, não reconheço Micaela como filha. O meu filho Miguel morreu quando tinha 16 anos de idade. Agora, eu morrerei com essa memória que o tempo não conseguiu corromper.  O meu sangue, decerto, manchará as cores do seu arco-íris e deixará o vermelho do seu arco mais vermelho.  Reprimendas eternas, Paulo Gustavo Duskin.


Uma hora depois:
           
- Delegado, veja isto! – Uma carta sobrescrita: “Para o doutor Delegado - Nesta”. O advogado deixou claro que seu ato foi voluntário e um protesto pela ignomínia do filho, a sociedade hipócrita e a mídia desprovida de  princípio ético e moral. Pensou tirar a vida do filho no dia de seu “casamento”, porém, não tinha natureza criminosa, por isto, fez-se vítima.








Autoria: Rilvan Batista de Santana
Licença: Creative Commons
           
           


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