Saber-Literário

Diário Literário Online

O drama de Kaleb
R. Santana

Naquele dia, com a filha desmaiada nos braços, Kaleb gritava por socorro, apenas, demorou o suficiente para que vizinhos e parentes saíssem de suas casas, às pressas, para lhe acudir. Todos pensaram que a pequena Belak tivesse tido algum mal súbito em decorrência de queda (traquinagem de criança), mas, hospitalizada e sob os cuidados médicos, Kaleb explicou as circunstâncias que encontrou sua filha aos vizinhos e parentes: estendida na cama, nua da cintura para baixo e um filete de sangue lhe escorria pela coxa e balbuciava seu nome e o nome da mãe, delirava e dizia palavras desconexas.
Na delegacia, acrescentou que saiu mais cedo do trabalho, encontrou a casa fechada, chamou pela filha, ela não respondeu, adentrou pela porta do fundo que estava encostada e encontrou a filha em estado deplorável. Não teve outro pensamento do que colocá-la nos braços e sair porta afora e gritar por socorro. Disse que não entendia como alguém fosse capaz de tanta maldade. Morava com a mulher e os filhos num terreno cedido pelo sogro, aliás, nesse quintal residiam os pais de sua mulher, os sobrinhos e os cunhados. Todos viviam em perfeita harmonia. Certamente, alguém havia burlado a atenção dos moradores e feito aquilo com sua filha. Porém, tinha prometido à menina Belak, no leito da CTI, que iria encontrar o malfeitor e vingar o mal que lhe foi feito.
Enquanto sua filha jazia no leito do hospital, sua esposa não tirava o pé dali, os pais temiam que o criminoso disfarçado de visita e relaxado os cuidados de médicos e funcionários, ele desse cabo de Belak, pois a polícia científica concluíra que a menina depois de estuprada, foi vítima de asfixia e, se não fosse a intervenção providencial e involuntária de Kaleb, o criminoso teria consumado seu crime de morte. 
Embora Kaleb fosse homem de poucas letras, instrução primária, pedreiro de profissão, intuição aguçada, instinto aflorado, enquanto sua filha permanecia hospitalizada, ele procedeu uma investigação minuciosa. Conjeturou, desde o dia do constrangimento moral, da conjunção carnal forçada, sobre a possibilidade do malfeitor de Belak, ele está entre vizinhos, cunhados, sobrinhos, tios e avô. Não excluiu ninguém, pois o modus operandi do crime foi de gente conhecida e não de gente desconhecida.

Três dias depois:

- Não fui eu, Kaleb!
- O seu RG estava na bagunça da roupa de cama de Belak, que me diz?
- Não sei!
- Procure saber, miserável!
- Não sou pedófilo, Kaleb!
- As marcas mais profundas de agressão de Belak, estão do lado direito do seu corpo!
- Não entendi!? 
- Você é canhoto, não?
- Sim!
- Significa que o malfeitor de Belak é canhoto!
- Eu não sou o único canhoto daqui, o seu irmão é canhoto. Eu tenho dois sobrinhos canhotos e outros moram nesta cidade, e daí?
- E seu documento?
- Alguém o plantou lá!
- Você é um escroque da sociedade, merece morrer!
- Você é justiceiro!?
- Não!
- Pois, o Evangelho diz:  “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está ... ver que Deus não é a favor dos que fazem justiça com as próprias mãos”.
- José Maria, também, estar escrito: "Deus odeia o pecado e o pecador também".

Uma semana depois:

O corpo de José Maria foi encontrado uma semana depois num despenhadeiro 5 Km distantes de sua residência. Kaleb foi preso por 5 dias como principal suspeito e foi solto por falta de provas, mas sujeito às medidas restritivas de não sair à noite nem viajar para outro estado ou cidade sem permissão do juiz. Sua mulher não se convenceu de seu argumento de inocência, pegou as malas e os filhos menores e voltou para casa do pai. Os sogros, os demais cunhados e os sobrinhos emprestados viraram-lhe a cara. Jonas, o irmão mais novo, foi o único que lhe compreendeu e o apoiou.

O Dia D:

            Dia marcado para saída de Belak do hospital. Embora seu quadro tenha sido grave, pela asfixia e a preocupação dos médicos com os riscos de doenças sexualmente transmissíveis (DST), ela ficou sem sequelas mentais e os danos físicos foram afastados com uso de remédios antivírus, a sequela da alma seria curada com o tempo e acompanhamento psicológico.
            O susto foi contido quando Kaleb adentrou no apartamento de Belak. Lá estavam investigadores, delegado, assistente social e psicóloga.  A menina chorosa aconchegou-se em seus braços, com jeito, ele a acariciou e fê-la voltar ao quase normal. O delegado explicou-lhe que tudo não passava de rotina investigativa, que a doutora psicóloga iria ouvir a menina, pois os médicos tinham dado alta a Belak, a investigação era praxe.
            Depois de algumas conversas a sós com a doutora psicóloga, o delegado lhe perguntou:
            - E aí, mocinha, pode dizer ao tio quem foi o homem mau? – a menina olhou para os pais, em especial, Kaleb, como que lhe pedisse desculpa, respondeu:
            - Tio Jonas! – Kaleb não aguentou:
            - Meu irmão!? – a menina quase balbuciou:
            - S... si... sim... p... pai! – o pai de joelhos:
            - Deus ó Deus, Vós permitistes que o Diabo usasse meu irmão para mutilar minha alma, meu ser? Como irei viver de agora em diante com a consciência em chamas pela morte dum inocente? Judas foi menos ardiloso que meu irmão! Judas enforcou-se de remorso depois que entregou Jesus Cristo aos seus inimigos para ser crucificado. Meu irmão não teve remorso! Meu irmão assassinou José Maria para vingar-me de um crime que meu cunhado não fez. Que mente diabólica! Que o fogo do inferno queime sua alma!!! – Kaleb quedou-se fatigado.
            Ambos foram presos. Jonas porque apertou o gatilho e escondeu o corpo e Kaleb por ter consentido. Jonas morreu, logo depois, por ter violado o código de honra não escrito do bandido que não aceita o estupro nem crime de morte de crianças.






Autor: Rilvan Batista de Santana
Licença: Creative Commons
           



Fio do Tempo
Marco Lucchesi

A História me fascina desde a infância. Era, antes de tudo, uma visão monumental, um grande afresco nas paredes do tempo, no qual grandes impérios emergiam do nada e para o nada se apressavam a passos largos.

Começava para mim no antigo Egito, com aquela obsessão de eternidade, escrita na rocha, para triunfar sobre a astúcia do tempo. 

A História, para mim, só podia ser universal: Livro aberto, vertiginoso e altissonante, escrito com sangue, transitando nas  artérias do tempo. Fluxo de guerras e invasões, templos em ruínas, fachadas e capitéis partidos, mundo de infame sinergia,  sucessão de belezas e de escombros. Uma sinfonia interminável de heróis paralelos e vidas ilustres.

Com o passar do tempo, a desilusão de domar a História trouxe a crítica feroz aos deterministas, que buscavam não apenas de ler o passado, mas também prever as dobras do presente, como cartomantes travestidas de ares científicos, pontuando sem temor a dialética do futuro. 

Os últimos filósofos da História, Spengler e Toynbee, tão diferentes entre si, conservam apenas o desenho de duas poéticas da história que definitivamente naufragaram. Toynbee possuía a sólida cultura que faltou a Spengler. O primeiro ousou menos porque sabia mais. O segundo ousou mais porque sabia menos. Sequestraram o tempo e mataram a História, na ilusão de capturá-la.

Assim ocorre com a nossa História recente, as mudanças de rumos, os erros do passado e os de agora só poderão ser plenamente compreendidos num tempo de média e longa duração, sem frustrados ensaios de sequestro e paixão.

Não podemos contar com uma narrativa sem autocrítica, vitimizada e parcial do Congresso. Não apostemos na teologia da História, própria da Lava Jato, tão autorreferente e messiânica, ao partir de um ano zero, como quem faz tábula rasa. Nem procuremos nos votos do STF a narrativa de um Judiciário sobreposto aos demais Poderes, com virtudes capazes de tirar sozinho o país do abismo.

Será preciso reconhecer que erramos todos, sem exceção, por ingenuidade ou cálculo, e que a responsabilidade da crise atual é toda nossa, porque não soubemos encontrar novos caminhos para os desafios do presente. Buscamos respostas extremadas e aumentamos a temperatura e a estridência. Somos sócios da crise, majoritários ou não, implicados nas malhas que criamos, ocupados no combate aos monstros nascidos de escolhas desoladas e intempestivas.   

Não estamos numa cruzada, nem é preciso cavar novas trincheiras. A partir de uma perspectiva intelectualmente honesta, não devemos apostar na luta do bem contra o mal, das mãos limpas contra as mãos sujas, das asas do anjo contra as impurezas do demônio.

É preciso enfrentar com firmeza a barbárie e a violência do protofascismo em marcha, sem que a justiça se torne um ajuste de contas ideológico. O fio do tempo e da história deixará claro quem apostou na cultura da guerra e quem de fato não abandonou a cultura da paz e da justiça social.

Fonte:
O Globo / Academia Brasileira de Letras (ABL)



Limpe Seu Fígado Com 2 Ingredientes Caseiros

Seu fígado é um órgão essencial que realiza muitas funções, ajudando você a manter um corpo saudável. É responsável por processar todas as coisas que você come, bebe e absorve através da pele. Consequentemente, é frequentemente exposto a muitas substâncias nocivas. Então, como você pode determinar se seu fígado está funcionando como deveria?

 Sinais de um fígado danificado

Como resultado de um fígado danificado você pode ter alergias, desnutrição, colesterol alto, triglicérides e até mesmo cálculos biliares. Uma limpeza neste órgão vital, no entanto, vai ajudar a aliviar muitos destes problemas e sintomas. Produtos desintoxicantes de fígado estão disponíveis em saúde alimentar e farmácias, mas com dois ingredientes simples você pode facilmente preparar a sua versão caseira muito eficiente.

1.     Compreenda os benefícios desta limpeza
    
Esta desintoxicação de 24 horas ajudará a remover toxinas do fígado, liberando os cálculos biliares da vesícula biliar. Ela também pode ajudar a aliviar a acne crônica, infecção por fungos e sintomas associados a um intestino com vazamento.


2. Preparando seu corpo para uma limpeza
É importante que você prepare seu corpo dias à frente. Nos dias que antecedem a desintoxicação não se esqueça de comer em abundância maçãs e beber suco de maçã recém-espremido - tanto quanto possível. No dia antes do desintoxicação, beba o equivalente a 250 ml de suco de maçã a cada duas a três horas. Então, na manhã do detox, tome um café da manhã sem gordura nenhuma. Você pode optar por uma vitamina saudável ou um cereal integral com frutas.



3. Prepare e beba a mistura de sal

1. Combine a água e o sal e despeje essa mistura em uma jarra grande. Em seguida, deixe-a esfriar na geladeira. Após as 14 horas, não coma qualquer alimento.

2. Às 18 horas, beba 3/4 xícara da mistura de sal. Se você achar o gosto difícil no estômago, misture com um pouco de vitamina C em pó.

3. Às 20 horas, beba mais 3/4 xícara da mistura de sal.


4. Prepare e beba a mistura de toranja. 
1. Às 21:45, prepare o suco de uma toranja. Você deve conseguir cerca de meio copo de líquido. Em uma jarra, misture seu suco de toranja com 1/2 xícara de azeite virgem e misture o frasco vigorosamente, combinando bem os ingredientes.

2. Beba esse líquido e procure dormir imediatamente, permitindo que a limpeza funcione corretamente.

3. Deite-se no seu lado direito com o joelho direito dobrado para o seu peito e tente dormir.



5. Terminando a limpeza
Na manhã seguinte, beba mais 3/4 da sua mistura de sal de Epsom (passo 1), imediatamente após acordar. E beba um pouco a mais duas horas mais tarde. Volte a tomar suco de frutas duas horas mais tarde, mas espere também por mais duas horas antes de comer alimentos sólidos. Certifique-se que tudo o que você come é leve e saudável. Após a limpeza do fígado, você pode esperar ter uma ou mais evacuações. É possível também observar pedras verdes entre os seus resíduos - estes são cálculos biliares. Cálculos biliares em suas fezes é completamente normal após um desintoxicação e isso indica que a limpeza funcionou bem.

Fontes: wikihow.com /




Hilário: Um Homem Chega em Casa Com um Pinguim!


 Um dia, logo pela manhã, Paulo chega em casa com um pinguim. Sua mulher fica assustada e pergunta:

– O que é isso, Paulo? Onde você achou esse pinguim??

– Ah, eu estava andando ali na praça de baixo e ele apareceu. Então o trouxe para casa.

  Você está louco? Tem que levá-lo ao zoológico imediatamente!



  É uma boa ideia, vou levá-lo agora mesmo ao zoológico!

Ele sai com o pinguim e a esposa respira aliviada. Imagine só, um pinguim em casa! Mas eis que, no fim da tarde, Paulo volta para casa com o pinguim!

  Ô Paulo, você endoideceu? O que está fazendo com esse pinguim aqui?

  Ué, eu o levei ao zoológico e nós nos divertimos tanto que amanhã nós vamos ao cinema!


Fonte: Tudo por e-amil


OS DOIS LOBOS

Raivoso, soluçando, rosto triste, olhos vermelhos, o netinho foi se abrigar no colo do avô. Ele sofrera uma enorme injustiça. O avô, com a sabedoria dos anos, contou ao neto um pouco de sua vida:

Eu mesmo, algumas vezes, senti ódio daqueles que me fizeram mal e não deram sinais de arrependimento. Mas o ódio corrói a você e não afeta o seu inimigo. É o mesmo que tomar veneno e desejar que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra esse sentimento.

As lágrimas já haviam secado nos olhos do neto e o avô continuou:

É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um é bom e não magoa ninguém. Vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando percebe que não houve intenção de ofender. Ele só luta quando é justo fazer isto, em defesa dos direitos e na medida certa.

Mas o outro lobo, é cheio de raiva. Mesmo as pequenas coisas o fazem partir para um raivoso ataque. Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não consegue refletir porque sua raiva é muito intensa.

E o avô concluiu:

Às vezes, é difícil conviver com esses dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito.

O garoto olhou fixamente os olhos serenos do avô e perguntou, um tanto curioso:

Qual deles vence, vovô?

E o avô respondeu:

AQUELE QUE EU ALIMENTO MAIS FREQUENTEMENTE DENTRO DE MIM!



Livro A Vida por linhas certas – Histórias e parábolas que propiciam as simples descobertas que podem promover transformações possíveis. LEGRAND – Soler Editora - 4ª edição – 2007

Um livro importante que vale a pena ler.

Muita Paz e Luz.
Um beijo no coração de todos.
José Eduardo Antonio de Mattos
Angela Maria de Aquino Mattos

Fonte:



O Desencanto como instrumento de crítica aos interventores


No momento em que se aproxima mais uma Copa do Mundo de Futebol e novas Eleições Presidenciais acredito que estamos vivendo uma conjuntura histórica nebulosa e contraditória no que diz respeito à mobilização em torno desses dois importantes eventos coletivos para a sociedade brasileira.

Faltando exatamente um mês para a bola rolar na Rússia não sinto a motivação de outrora, não vejo as ruas pintadas, bandeiras nas janelas e mesmo com um time que ressuscitou nas mãos do técnico Tite um futebol, no mínimo bastante competitivo, não percebo entre os torcedores e nem entre especialistas dos meios de comunicação a empolgação de outras Copas. Diversos fatores são apontados e podem estar contribuindo para este possível desencanto coletivo: o 7×1 contra a Alemanha, a consciência da tragédia dos gastos públicos com os megaeventos, os escândalos envolvendo a C.B.F e a F.I.F.A, a crise política e econômica que assola o país, além da extrapolação do processo de mercantilização e midiatização do futebol cujo ápice simbólico acontece a cada quatro anos com a realização dos torneios mundiais de seleções.

A partir desta ideia de desencantamento popular, gostaria de retroceder quarenta anos para o torneio realizado na Argentina que foi o objeto da minha tese de doutorado e mais especificamente às fontes brasileiras que pesquisei: a revista Placar e o Jornal do Brasil, para abordar o olhar sobre um presidente militar. Não me refiro ao presidente da República Ernesto Geisel cujas revelações mais recentes a partir de documentos da CIA reforçam relatos da Comissão da Verdade sobre a postura extremamente fechada, permanente e genocida do seu governo, mas ao presidente da C.B.D, o Almirante Heleno Nunes.

Nestes importantes veículos da imprensa brasileira também pude perceber uma espécie de desencanto, porém com um sentido distinto, com um discurso velado mas engajado politicamente, com um objetivo político.

A seleção brasileira acabou sendo bastante criticada mesmo permanecendo invicta, conseguindo um terceiro lugar, que foi o melhor resultado desde o tricampeonato de 1970 até a conquista da Copa do Mundo de 1994, além das polêmicas envolvendo a classificação argentina após a goleada sobre os peruanos por 6×0 surgidas principalmente a posteriori.

Na minha interpretação isso ocorreu em função da associação da equipe brasileira com a caserna. A suposta “militarização” do futebol brasileiro tinha dois símbolos principais, o técnico Cláudio Coutinho e seu planejamento tático moderno que segundo diversas reportagens descaracterizaria o “genuíno” futebol brasileiro com os overlapings e pontos futuros, e o Almirante Heleno Nunes que é constantemente apresentado como um interventor do futebol brasileiro, o “ditador” da C.B.D que seria uma  instituição controlada por um Estado centralizador e autoritário, com diversos cartolas cheios de privilégios e que durante o mundial estariam esbanjando a arrecadação de uma loteria nacional que tinha sido entregue para a preparação da equipe.

Um exemplo do que seriam os gastos abusivos dos cartolas foi a descrição da festa de inauguração do centro de informações da CBD, instalado no hotel Plaza:

“ Um jornalista uruguaio ao ver parte das mesas para o coquetel de inauguração do centro de informações da C.B.D, instalado no Hotel Plaza onde se hospedam os beneficiários da mordomia patrocinada pelo povo brasileiro via Heleno Nunes não conseguiu esconder a revolta.

‒ Mas isso é uma terrível ofensa à fome que parte da humanidade passa. É realmente fantástico.

E era mesmo: perus, leitões, presuntos, camarões, vinhos e até caipirinhas servidas como exótico aperitivo espalhavam-se por três largas mesas por onde gente de toda parte se acotovelava.

Ainda bem que o jornalista uruguaio não chegou a ver na sala ao lado de portas fechadas, idêntico estoque de iguarias em maior quantidade. Era com todos os detalhes uma festa brasileira, ou melhor, uma festa de cartolas brasileiros…

Seu Evandro recepcionava os convidados. Para os colunistas, gente que podia falar de seu trabalho, ele tinha sempre um segredo, contado ao pé-de-ouvido, ou uma apresentação importante masculina, ou feminina: Veja fulano, como tudo está perfeito e espere só para ver quem vem aqui; o Havelange e o Pelé.

Como se o Havelange não fosse figura obrigatória, perfeito arroz de festa, e como se Pelé faturando alto à custa do Café do Brasil não estivesse obrigado por contrato a comparecer. Devia chegar as 18:30 e só apareceu 45 minutos depois comboiados por guarda-costas e apalpados por cartolas.

A festa começou oficialmente com a sua chegada, então as portas foram abertas e os olhos dos estrangeiros presentes se arregalaram frente a presença imponente do ex-rei do futebol” (PLACAR, n. 424, 9 jun. 1978 , p. 40).

Os relatos sobre a ostentação e a grandiosidade do evento, que deveria ser um simples marco da presença de um centro de informações da Confederação durante o torneio, não se configuram apenas em curiosidades jocosas, mesmo sendo superdimensionados.

Perus, leitões, camarões e até caipirinhas teoricamente servidas para convidados ilustres e jornalistas, além da presença em Buenos Aires de um grande grupo de privilegiados “cartolas”, teria sido possível devido às verbas públicas destinadas à preparação da seleção brasileira. Apesar do tom caricato, a reportagem é extremamente crítica à gestão econômica de Heleno Nunes e, consequentemente, ao controle estatal do futebol.

As críticas explícitas a outras duas personalidades brasileiras que também considero marcantes nas representações sobre o torneio são bem categóricas. Tanto Havelange, o arroz de festa, quanto Pelé, o garoto-propaganda, estão presentes no evento da CBD por interesses políticos e econômicos. São figuras centrais na legitimação simbólica da realização do torneio na Argentina e participam ativamente dos mais glamorosos eventos sociais que envolvem a Copa do Mundo da Argentina.

O fato de um militar, político da Arena, estar comandando o esporte mais popular no país, após 17 anos da gestão do civil João Havelange em uma conjuntura em que se clamava por uma abertura política e econômica, potencializou as críticas e as representações autoritárias em torno do dirigente. Inclusive Havelange se tornou seu desafeto público em 1974,  pois queria acumular a presidência da FIFA e da C.B.D, mas por interesses políticos militares o Almirante assumiu a presidência.

Outros episódios que fortaleceram a imagem de interventor e não de presidente da C.B.D teriam sido a conturbada relação do militar com o centroavante Reinaldo, pois para muitos jornalistas ele impediria a convocação do atleta para o mundial em função das suas convicções políticas, e o episódio envolvendo as mudanças da equipe para a terceira e decisiva partida da primeira fase contra a Áustria. As entradas de Jorge Mendonça, Rodrigues Neto e principalmente Roberto Dinamite de quem o Almirante era declaradamente fã em função também de sua paixão pelo Vasco da Gama são atribuídas a ordens de Heleno Nunes. Em reportagem intitulada “O Almirante interventor, mais técnico que o técnico” esse fato é destacado bem como a utilização política do futebol pelos militares.

“O Almirante Heleno Nunes volta da Argentina orgulhoso do seu papel de interventor. Não apenas da CBD, onde ele o é de fato, desde a queda de João Havelange, mas também na própria seleção brasileira, cuja formação mais bem-sucedida nesta Copa do Mundo (com Roberto, Jorge Mendonça e Rodrigues Neto nos lugares de Reinaldo, Zico e Edinho), foram praticamente impostas por ele a Claudio Coutinho…

Quando assumiu a presidência da CBD, o Almirante Heleno Nunes era também presidente da Arena fluminense. Esse acúmulo de cargos longe de ser uma coincidência era uma forma nem ao menos velada de o Partido do Governo utilizar-se do futebol com fins eleitorais. E o grande veículo disso ‒ foi e ainda tem sido o Campeonato Nacional, onde a incessante multiplicação de clubes participantes, quase sempre determinada por motivos políticos acabou num gigantismo sem precedentes com 72 times envolvidos…  (JORNAL DO BRASIL, CADERNO DE ESPORTES, n. 79, 26 jun. 1978, p. 4)”.

A encarnação simbólica do “Almirante interventor” foi na minha análise uma possibilidade dos jornalistas contrários à ditadura atacarem de forma velada, porém corajosa e engajada o próprio regime militar a partir do esporte que é um tema que possibilita uma espécie de licença flexível maior para as críticas mesmo nos regimes militares conforme já assinalou João Malaia em importante artigo sobre os primórdios da Revista Placar.

Retornando ao tempo presente pela perspectiva do desencanto, o que temos hoje na gestão do futebol brasileiro e do próprio país as vésperas de mais uma superfaturada Copa e uma  nebulosa eleição?

O modelo de gestão do esporte brasileiro se transformou completamente a partir da criação da C.B.F um ano depois da Copa da Argentina, principalmente com as alterações estabelecidas pela Constituição de 1988 que ao considerarem a autonomia privada das Confederações e Federações desportivas abriram o caminho para a apropriação de patrimônios culturais brasileiros por organizações mafiosas, corruptas que gerenciam o esporte brasileiro em diversos níveis e lucram muito dentro da nova lógica ultra-mercantil do esporte moderno.

E politicamente ,paradoxalmente, mesmo com novas denúncias e provas históricas, a militarização da sociedade as vésperas de novo pleito eleitoral parece estar sendo exaltada por grande parte da população que não enxerga mais o perigo de amantes da tortura, repressão, censura se tornarem presidentes para depois virarem interventores.

Que o desencanto que serviu de energia crítica contra os Helenos e os Ernestos se materialize atualmente contra novos símbolos intervencionistas. É melhor já ir lutando! Que o desencanto não se transforme em medo!


Fonte: https://historiadoesporte.wordpress.com/


Minas Gerais é um dos estados que mais mata lésbicas, gays, bissexuais e transexuais no país

O MG2 exibe uma série de reportagens sobre homofobia. A primeira foi exibida nesta quinta (17), Dia Internacional da Luta contra o Preconceito e a Homofobia


Minas é um dos estados que mais mata LGBTs no país Foto: Reprodução/G1


Dia 17 de maio é o Dia Internacional da Luta contra o Preconceito e a Homofobia. A data entrou para o calendário em 1990, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da classificação de doenças. O que durante anos foi considerado um transtorno sexual, se transformou em orientação sexual. Para lembrar a data, o MG2 exibe a partir desta quinta-feira (17), uma série de reportagens sobre a homofobia.

O Brasil ainda é o país onde mais se comete crimes contra as minorias sexuais. Em 2017, 445 lésbicas, gays, bissexuais e transexuais morreram no país vítimas da homotransfobia, sendo 387 assassinatos e 58 suicídios. Esse número equivale a uma morte a cada 19 horas. Minas Gerais está na segunda posição nacional, com 43 destas mortes.

Anyky Lima é travesti e foi expulsa de casa aos doze anos. Ela disse que é um privilégio conseguir envelhecer em um país como o Brasil. “Todos os dias eu morri um pouco. (…) A gente vê muita coisa acontecer, muita violência, e eu não pensei de chegar a essa idade e ainda ver o que existe hoje. (…) Você ultrapassa uma barreira muito grande quando você modifica seu corpo, quando você tenta ser feliz da maneira que quer ser feliz. Só quem sabe é realmente quem sente na pele”, contou ela.

O coordenador especial de políticas de diversidade sexual da Secretaria de Estado de Direitos Humanos (Sedpac), Douglas Miranda, explicou que segundo estatísticas, quem sofre mais com as agressões são as travestis. “Elas são as que morrem por brutalidade, por crimes de ódio. Porque no momento que elas sofrem um corte em várias partes do corpo, é o quê? É para desfigurar aquele corpo que foi construído”, disse ele.


Fonte:


VAI POR MIM, UMA HORA A GENTE CANSA
publicado em literatura por Pamela Camocardi

Estar cansado é um grande privilégio! Quando estamos cansados somos capazes de filtrar os sentimentos por relevância e não por carência. Somos capazes de dar valor ao que, realmente, merece e não ao que julgamos merecer.


 Nem todos irão entender a sua vontade de desistir. Provavelmente, irão julgar seus caminhos, seus passos, suas escolhas e dizer que você deveria ter “tido mais paciência”. Levando em consideração o quanto você aguentou, o quanto relevou e o quanto perdoou para manter esse relacionamento até aqui, você não deveria se importar com os conselhos alheios.

A vida seria mais simples (e chata) se tudo o que sentimos coincidisse com o que outros pensam, não é? Mas a vida não é assim. É tanto esforço, tanta insistência, tantos pedidos de desculpas aceitos que, um dia, a gente cansa. Como diz Carpinejar “a gente não cansa de amar, a gente cansa de não ser amado”.

A gente cansa de esperar por mudanças de quem não está disposto a mudar, cansa de se esperar iniciativas de quem nunca as teve, cansa de ser culpado de atitudes que não cometeu.

A gente cansa de ser uma versão resumida de si mesmo e de tentar se encaixar na vida dos outros. A gente cansa de esperar carinho, de cobrar a presença e de exigir respeito. Cansa de relevar as grosserias diárias e de considerar apenas, as poucas, que nos fazem sorrir.

A gente cansa, sem poesia alguma, de ser trouxa. E quer saber? Estar cansado é um grande privilégio! Quando estamos cansados somos capazes de filtrar os sentimentos por relevância e não por carência. Somos capazes de dar valor ao que, realmente, merece e não ao que julgamos merecer. Aprendemos a fazer escolhas maduras e a arcar com as consequências dos nossos atos com a seriedade que a vida exige.

Acontece exatamente assim: quando o cansaço nos abate, o amor próprio nos levanta. A partir daí, somos capazes de caminhar sem culpas, sem rancores, sem frustrações. Paramos de encontrar culpados e apenas seguimos em frente.

Começamos a entender que amor cansado não sobrevive, mas que pessoas cansadas se regeneram. Começamos a não aceitar relacionamentos mornos, pessoas indecisas e ligações nos domingos a noite. Enxergamos o próprio valor e aprendemos a respeitar os próprios limites.

Começamos a ver a vida colorida e a perceber que, por mais que queiramos muito alguém, conseguimos viver sem. Constatamos que ninguém morre de amor e que, toda dor, intensa ou não, passa.

Um dia, em alguma fase da vida, a gente percebe que precisa assinar a própria carta de alforria e entender que, se nem o amor é eterno, imagine o número de chances que damos aos outros.


PAMELA CAMOCARDI

Professora por vocação, escritora por paixão e teimosa por natureza. Criadora e colunista do site o site ¨Entrelinhas Literárias¨, costuma transformar em textos palavras que, nem sempre, deveriam ser ditas..

Fonte: Obvious



Um dia no moinho
Paulo Coelho

Minha vida, no momento presente, é uma sinfonia composta de três movimentos distintos: "muitas pessoas", "algumas pessoas", e "quase ninguém". Cada um deles dura aproximadamente quatro meses por ano, se misturam com frequência durante o mesmo mês, mas não se confundem.

"Muitas pessoas" são os momentos em que estou em contacto com o público, os editores, os jornalistas. "Algumas pessoas" acontece quando vou para o Brasil, encontro meus amigos de sempre, caminho na praia de Copacabana, vou a um ou outro acontecimento social, mas geralmente fico em casa.

Entretanto, minha intenção hoje é divagar um pouco sobre o movimento "quase ninguém". Neste momento a noite já caiu neste povoado de 200 pessoas nos Pirineus, cujo nome prefiro manter em segredo, e onde comprei há pouco tempo um antigo moinho transformado em casa. Acordo todas as manhãs com o cantar do galo, tomo meu café e saio para caminhar entre as vacas, os cordeiros, as plantações de milho e de feno. Contemplo as montanhas, e - ao contrário do movimento "muitas pessoas" - jamais procuro pensar em quem sou. Não tenho perguntas, nem respostas, vivo por inteiro no momento presente, entendendo que o ano tem quatro estações (sim, pode parecer óbvio, mas às vezes nos esquecemos disso), e eu me transformo como a paisagem ao redor.

Neste momento, não me interessa muito o que acontece no Iraque ou no Afeganistão: como qualquer outra pessoa que vive no interior, as notícias mais importantes são as ligadas à meteorologia. Todos os que habitam a pequena cidade sabem se vai chover, fazer frio, ventar muito, já que isso afeta diretamente suas vidas, seus planos, suas colheitas. Vejo um fazendeiro cuidando do seu campo, nos desejamos "bom dia", discutimos as previsões do tempo, e continuamos a fazer o que estávamos fazendo - ele em seu arado, eu em minha longa caminhada.

Volto, olho a caixa de correio, ali está o jornal da região: há um baile no vilarejo vizinho, uma conferência em um bar de Tarbes - a cidade grande, com seus 40 mil habitantes - os bombeiros foram chamados porque uma lixeira foi queimada durante a noite. O tema que mobiliza a região é um grupo acusado de cortar os plátanos de uma estrada rural, porque causaram a morte de um motociclista; esta notícia rende uma página inteira e vários dias de reportagens a respeito do "comando secreto" que está querendo vingar a morte do rapaz, destruindo as árvores.

Deito-me ao lado do regato que corre no meu moinho. Olho os céus sem nuvens neste verão aterrador, com 5 mil mortos apenas na França. Levanto-me e vou praticar kyudo, a meditação com arco e flecha, que toma mais uma hora do meu dia. Já é hora de almoçar: faço uma refeição ligeira e de repente noto que lá em uma das dependências da antiga construção está um objeto estranho, com tela e teclado, conectado - maravilha das maravilhas - com uma linha de altíssima velocidade, também chamada de DSL. Sei que, no momento em que apertar um botão daquela máquina, o mundo virá ao meu encontro.

Resisto o quanto posso, mas o momento chega, meu dedo toca o comando "ligar", e aqui estou de novo conectado com o mundo, as colunas dos jornais brasileiros, os livros, as entrevistas que precisam ser dadas, as notícias do Iraque, do Afeganistão, os pedidos, o aviso que o bilhete de avião chega amanhã, as decisões a adiar, as decisões a tomar.

Trabalho por várias horas, porque foi o que escolhi, porque é essa a minha lenda pessoal, porque um guerreiro da luz sabe que tem deveres e responsabilidades. Mas no movimento "quase ninguém" tudo que está na tela do computador é muito distante, da mesma maneira que o moinho parece um sonho quando estou nos movimentos "muitas pessoas" ou "algumas pessoas".

O sol começa a se esconder, o botão é desligado, o mundo volta a ser apenas o campo, o perfume das ervas, o mugido das vacas, a voz do pastor que traz de volta suas ovelhas para o estábulo ao lado do moinho.

Pergunto-me como posso passear em dois mundos tão diferentes em apenas um dia: não tenho resposta, mas sei que isso me dá muito prazer, e estou contente enquanto escrevo estas linhas.




Fontes:
Diário do Nordeste





Os Segredos da Saúde Longeva da Rainha Elizabeth
Sua Majestade a Rainha Elizabeth II, nascida Elizabeth Alexandra Mary em 21 de abril de 1926, celebrou seu 92º aniversário este ano.

No entanto, o Dr. Michael Gordon, diretor do programa de cuidados paliativos do Baycrest Geriatric Health Care System, que trabalhou na Escócia e conheceu a mãe da rainha, acha que, hoje em dia, chegar aos 80 anos é algo até comum, e que o desafio mesmo está em passar desta faixa etária. Ele diz: "Sou geriatra e, na minha prática, isso é como a adolescência. Ela ainda não tem 100 anos. Sua mãe, a rainha-mãe, viveu até os 101, e há uma boa chance, exceto se houver algo inesperado, de que Elizabeth possa chegar lá sozinha".

No entanto, mesmo a melhor composição genética pode ser destruída por fatores ambientais. Os pesquisadores dizem que aceleramos o processo de envelhecimento se fumarmos, bebermos muito, comermos mal, não fizermos exercícios e formos sobrecarregados com outros fatores, como estresse. O sucesso do envelhecimento, diz Gordon, é medido tanto em quantidade de anos quanto em qualidade de vida – não simplesmente respirando, mas retendo entusiasmo suficiente e vitalidade para tornar a vida digna de ser vivida.
 Abaixo, você encontrará oito segredos reais de longevidade.
 1. Fazer exames médicos regulares

A rainha faz exames médicos regulares e tem acesso a cuidados médicos que ajudam a mantê-la em boa saúde. Exames preventivos para homens e mulheres devem incluir nível de colesterol, de açúcar e pressão sanguínea. Isso poderia ajudar a evitar doenças mortais, mas evitáveis, como diabetes, derrames e ataques cardíacos.
2. Faça exercícios físicos com frequência
Os britânicos gostam muito de caminhar, e a família real faz o mesmo. Eles são conhecidos por apreciarem longas caminhadas nos terrenos do Castelo de Balmoral, onde ficam nas férias de verão. A rainha também é conhecida por adorar cavalos – e passeios a cavalo trazem excelentes benefícios para a saúde.

Depois de uma boa dieta, o exercício é que traz os maiores benefícios para a saúde. Melhora praticamente tudo, e há muitas evidências científicas que associam a longevidade com a atividade física. Já o quanto você precisa varia de acordo com seu histórico médico, o condicionamento e o resultado dos últimos testes. No entanto, mesmo apenas 30 minutos por dia podem ajudar a reduzir a pressão arterial e os níveis de estresse.

3. Mantenha a mente ativa

A rainha ainda é uma importante chefe de estado, e precisa estar sempre envolvida em reuniões de alto nível que ajudam a mantê-la mentalmente ativa. Ela também visitou a sede do Google em Londres, o que indica seu interesse na internet, e dizem que também envia e-mails aos seus netos. Qualquer coisa que desafie sua mente – envolver-se no trabalho, jogos de estratégia, quebra-cabeças, leitura, dança ou aulas de música e debates – vai te manter mentalmente em forma com o passar dos anos.

4. Mantenha o mesmo peso corporal

Embora não use roupas reveladoras, a rainha nunca apareceu acima do peso. Além de não fumar, permanecer em forma é provavelmente a coisa mais importante que podemos fazer para nos manter saudáveis e viver mais. Isso é importante porque as células de gordura produzem hormônios que aumentam o risco de diabetes tipo 2. Numerosos estudos descobriram que o peso extra, especialmente em torno do estômago, corta anos de sua vida.

5. Tenha uma alimentação saudável e variada8 segredos de saúde da rainha Elizabeth
A típica dieta britânica, em geral, não tem sido saudável ao longo dos anos, pois é rica em gorduras e carboidratos, mas isso tem mudado. Agora há uma variedade maior de frutas, verduras e grãos frescos, mais típicos de uma dieta mediterrânea.

Esse tipo de dieta anti-inflamatória tem sido associada à longevidade, e a rainha Elizabeth se beneficia de refeições preparadas com vegetais frescos, caça e aves fornecidos pelas propriedades reais, muito antes de os benefícios desse tipo de dieta terem surgido. O peixe também sempre faz parte do cardápio da família real.

 6. Beba uma xícara de chá e água de cevada

O típico chá das 5 da tarde é um ritual britânico apreciado pela rainha. Como todos sabemos, o chá tem vários benefícios para a saúde, com propriedades antioxidantes, anticancerígenas, anti-inflamatórios e anticardíacas.

O chá verde é o mais amplamente estudado e provavelmente o mais benéfico. Os japoneses têm a maior expectativa de vida média, em grande parte por dois fatores: peixe e chá verde.

Já a água de cevada, às vezes aromatizada com limão ou outra fruta, é uma bebida britânica popular e uma das favoritas na casa real. A cevada é uma ótima fonte de fibras solúveis e insolúveis, e sua água ajuda no funcionamento dos rins, especialmente durante períodos de estresse, e também pode ser terapêutica para aqueles que sofrem de doenças da bexiga e dos rins.

7. Tenha um animal de estimação

A rainha tem um amor especial por cães, especialmente da raça Welsh corgi pembroke. Em um estudo realizado em Buffalo (Estados Unidos), na Universidade Estadual de Nova York, corretores com hipertensão que adotaram um animal de estimação mostraram uma redução de 50% na pressão arterial em comparação com aqueles que não tinham.

Ter a resposta positiva de um animal pode fazer com que você se sinta melhor e tenha um efeito sobre o sistema metabólico, produzindo níveis mais altos de hormônios positivos, e assim melhorando a sensação de bem-estar.

8. Esteja sempre presente
Pessoas que tem vínculos com outras – seja casamento, amiga, uma comunidade espiritual ou qualquer outro tipo de reunião – geralmente vivem mais do que aquelas que não têm fortes vínculos. A rainha tem uma rica vida social.

Ela e o príncipe Philip alcançaram seu sexagésimo ano de casamento em 2007, tornando Elizabeth a primeira monarca a celebrar um aniversário de casamento de diamantes. O fato de ela estar com a mesma pessoa por todos esses anos proporcionou um relacionamento muito estável.

Fonte: everythingzoomer | Imagens: depositphotos




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