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Poesia de Natal - Mário Quintana

Postado por Rilvan Batista de Santana 12/12/2011

Poesia de Natal - Mário Quintana

 Tudo tão vago

 Mário Quintana


Nossa senhora

Na beira do rio

Lavando os paninhos

Do bento filhinho...


São João estendia,

São José enxugava

e a criança chorava

do frio que fazia


Dorme criança

dorme meu amor

que a faca que corta

dá talho sem dor

(de uma cantiga de ninar)


Tudo tão vago...Sei que havia um rio...

Um choro aflito...Alguém cantou, no entanto...

E ao monótono embalo do acalanto

O choro pouco a pouco se extinguiu...


O menino dormira...Mas o canto

Natural como as águas prosseguiu...

E ia purificando como um rio

Meu coração que enegrecera tanto...


E era a voz que eu ouvi em pequenino...

E era Maria junto à correnteza,

Lavando as roupas de Jesus Menino...


Eras tu...que ao me ver neste abandono

Daí do céu cantavas com certeza

Para embalar inda uma vez meu sono!...

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